quinta-feira, 9 de julho de 2026

DAS ÁGUAS QUE ME TROUXERAM ATÉ AQUI...

Mais de três anos depois do último post, mas esse Veleiro provavelmente me acompanhará até o final da vida, ainda que as pausas nos portos fiquem cada vez mais distantes uma da outra...

Manuela já está com 3 anos e 7 meses. Como previsto, é a luz dos meus dias. Tão linda, tão feliz, tão inteligente e amável... Eu não sei nem descrever o conjunto de sentimentos bons que a presença dela me traz. Sem nenhuma dúvida ela é o presente que Deus me deu e eu nem sabia que precisava tanto...

Em 2024, minhas sempre muitas dificuldades financeiras chegaram ao auge, e eu tive que me desfazer do meu apartamento no Mirante. Essa é uma ferida que ainda não fechou. Na epoca eu chorava todos os dias porque meu nome estava sujo, devia uma infinidade de dinheiro em 3 cartões, várias parcelas do carro, 3 parcelas do apartamento, e não havia nenhuma previsão de que fosse melhorar. A única solução que pensei foi vender o apartamento, à vista, quitar o contrato com a Caixa e pagar o que pudesse com a sobra do dinheiro. Lembro que perguntei a Amilson (Capitão) se haveria possibilidade de distribuição de algum apartamento na Vila da Aeronáutica, ao qual ele teria direito, mas ele falou que havia acontecido uma há pouco tempo. Eu sei que Deus abençoou a minha decisão porque na semana seguinte surgiu uma nova distribuição (o que não é comum). Visitamos os apartamentos disponíveis e conseguimos um no segundo andar, na Vila mais tranquila, e da janela dá pra ver a praia. Eu sempre quis ver a praia da janela da minha casa. Acabei vendo, de um jeito ou de outro...

Eu vendi meu primeiro apartamento pra ir morar no Mirante, em 2017. Amilson tinha voltado pra casa, as meninas eram meninas mesmo... Fiz os móveis do jeitinho que queria, coloquei lindos papeis de parede. O quartinho das meninas com um beliche sob medida, armários embutidos com portas de correr, pranchinhas para elas colocarem os brinquedos. Pus armários grandes nos banheiros e armários amarelos na cozinha. Fiz uma bancada de granito pra colocar os eletrodomésticos. Na área de serviço instalei varais de aluminio. O vento corria bastante da varanda pra janela que ficava ao lado do tanque, e as roupas secavam rápido. Fernanda pequenininha gostava de jogar água com sabão no chão e ficar escorregando; eu não me importava, porque minha varanda tinha um ralo, a água escorria sem dar trabalho. Foi nessa mesma varanda que ela e Ana Luiza gravaram muitos vídeos fazendo slimes, dessa varanda eu conseguia ver os fogos de Reveillon de toda a orla, porque meu apartamento ficava no 13º andar. Dessa varanda eu via a piscina, e podia vigiar as meninas de lá. E como elas amavam a piscina... Ana Luiza cresceu correndo no estacionamento, na portaria, no hall, brincando de esconde-e-esconde, fazendo batalhas de balanço no parquinho... No Mirante eu transformei o 3ª quarto no meu escritório, com vários armarios e bancadas. E um dia eu disse: "Não me mudarei nunca mais".

Quando aquele casal chegou para visitar o apartamento, acompanhado do corretor, eu fiz propaganda do meu sonho, para convencê-los a levá-lo embora. Não precisei mentir: tudo ali havia sido pensado com tanto carinho que bastava descrever. E eles o compraram, por um valor menor do que eu havia pago, mas eu não estava em condições de exigir muita coisa... Em pouco tempo saímos de lá e viemos pra cá. Manu chorava todos os dias, sem querer subir quando o carro estacionava. Queria ir pra casa dela. Eu também, mas não podia chorar (embora tenha, escondido, chorado muito). Quando chegamos aqui, não tinha armários, e eu não podia comprar até que o dinheiro da venda fosse depositado. Durante muitos dias minhas coisas ficaram em caixas. As meninas dormiram por semanas em colchões no chão, porque no Mirante tudo era embutido e planejado, então não deu pra trazer todos os móveis. O banheiro principal tinha uma pia pequena. Perdi minha suíte, passei a dividir o chuveiro com as meninas, e a necessitar limpar o ralo sempre antes de cada banho, senão a água não desce. Percebi que não daria para guardar as panelas embaixo da pia, pois, quando tentei, elas mofaram. O passar dos anos me mostraria, depois, que todas as paredes do apartamento mofam... Mostraria também que a poeira entra pelas janelas o dia todo, já que estamos no 2º andar, e eu teria que varrer a casa várias vezes ao dia (e não seria suficiente). Mas os quartos são grandes, e no meu foi possível colocar duas pequenas mesas móveis de trabalho, uma para mim e outra para Amilson. Cada menina ganhou seu próprio quarto, menos Manu, que só consegue dormir agarrada em mim. Na sala tem muito espaço para Manu dançar assistindo aos seus vídeos de Blippi. Na garagem cabem, com jeitinho, dois carros, e Amilson não precisa mais deixar o dele do lado de fora. O condomínio é amplo e arejado. Mas o vento não entra nos apartamentos projetados há 5 décadas atrás... As portas e janelas estão emperradas e sujas... Tem muita formiga e outros insetos, pois as paredes antigas cheias de buracos servem de esconderijos para eles... Sobe-se de escadas, e estas vivem sujas também... Os extintores das paredes do prédio estão vencidos há pelo menos 5 anos... Mas da janela da sala eu consigo ver o mar...

No começo eu tentei desesperadamente dar a esse novo local uma cara de meu lar. Consegui em parte, mas agora não estou tentando mais. Não me apropriei dele. Às vezes olho para as paredes sujas de mofo e penso que poderia passar uma tinta nelas, colocar uma cor pra disfarçar os efeitos da umidade, mas logo essa vontade passa. Pensei em colocar varais de aluminio na área de serviço, depois desisti. Vou só passando os dias. As meninas não fizeram nenhuma amizade aqui. Fernanda até que tentou, mas não deu certo. Os vizinhos são meio estranhos comigo, talvez minha expressão séria também não ajude muito... O trabalho no posto ficou bem mais longe, passo mais tempo no trânsito e chego mais tarde em casa. Mas depois da venda do Mirante, as contas foram pagas. Apenas o Bradesco segue sem negociação, porque eles querem me extorquir e eu não aceito. Quitei o carro, os cartões, encerrei o contrato com a Caixa. Saí dos plantões e agora trabalho em várias clínicas populares. Em geral o dinheiro tem dado, mas não sobra nunca, e às vezes uma parte falta. Os dias vão passando e em alguns anos teremos que sair daqui. Amilson perde o direito ao apartamento quando se aposenta. Não faço a menor ideia do que faremos quando isso acontecer, não consigo enxergar mais a possibilidade de ter outro apartamento realmente meu. Hoje eu acho que isso não vai mais acontecer. Possa ser que daqui a um tempo, relendo esse post, eu descubra que a vida foi gentil comigo outra vez. Mas por enquanto eu estou só deixando passar os dias...

Virei aqui mais vezes, pelo menos nesse mês... Quero deixar algumas coisas registradas para a posteridade. Por hora fiquemos com fotos daquelas que fazem florir meus dias...







domingo, 1 de janeiro de 2023

BEM-VINDA, FADA MANU!

Ela chegou e eu nem tive como postar aqui... Veio no dia em que decidiu, ignorando a cesárea já agendada. Perdi o tampão mucoso por volta do meio-dia da sexta, 38 semanas e 6 dias... As dores intensificaram, eu fui aguentando até a noite, esperando mamãe chegar da viagem... Às 23h fomos eu e Amilson buscá-la no aeroporto, deixamos Ana Luiza e Fernanda na casa dela e seguimos para o hospital. Não tinha como esperar mais...

Manu nasceu na madrugada do sábado, 3 de dezembro, às 2:26h. Tinha mecônio na placenta, a pediatra desesperou-se. Eu vi realmente a saturação baixando um pouco, pegaram o baby puff e decidiram levá-la para a UTI. Quando ela saiu da sala a saturação estava acima de 94 com certeza. Se fosse eu no Guararapes teria mandado para o berçário, mas cada hospital tem seu protocolo... Ela ainda ficou 1h no CPAP, jamais saberei se por necessidade ou por caqueado... O fato é que passou 24 horas na UTI, e eu confirmei que ficar longe do RN, mesmo tendo a consciência de que ela não estava grave, não é uma boa sensação para a mãe...

Nas 24h seguintes tive muita dor. Talvez tenha falado muito antes da hora, enchido a barriga de gases... Também não fizeram morfina pós cirurgia... A questão é que senti uma dor incomensurável... Foram realmente 24h bem difíceis... Isso longe de Manu... A cabeça da mãe tem que estar muito boa... No domingo ela veio pro quarto e a dor começou a diminuir. Na segunda-feira 5 de dezembro fomos liberados e viemos para casa.

Nesses 29 primeiros dias de vida ela vem tendo cólicas, se abusando sem motivo, dormindo pouco à noite... Nada diferente de um RN normal. Ou então a idade me trouxe algum amadurecimento nesse sentido... O que eu consigo afirmar com certeza é que o amor chegou junto com ela, o que já torna tudo diferente do que aconteceu com Lulu e Nanda. Talvez torne um pouco menos difícil também... Fernanda tem dado trabalho nessa 1ª fase, querendo tomar a frente de coisas que ela não deveria fazer, como se Manu fosse a boneca dela... Parece bonitinho, mas atrapalha demais. Ana Luiza, pra variar, tem ajudado bastante... 

Eu queria deixar registrado o nascimento de Manu nesse início de 2023. Existem outros assuntos que quero falar, mas merecem um post à parte. Por hora contemplemos a beleza da minha nova palito de fósforo... 










quarta-feira, 23 de novembro de 2022

37 semanas e 4 dias...



Uma enorme sensação de exaustão... Dói o ombro direito, dói o punho, dói a região cervical posterior... Quando eu levanto, dói a região interna de coxa e o peso da barriga aparece com toda força... Minhas pernas estão retendo líquido e com a sensação de cansaço... Tô realmente não suportando mais, porém suportando porque não há outra opção...

Fernanda na semana de provas sem conseguir aprender nada, por preguiça, por déficit de atenção, por falta de uma mãe que a apoie... E eu não consigo apoiar ninguém agora, mal estou conseguindo me manter de pé... Queria na verdade que esse ano letivo acabasse...

Aquela frustração infinitamente grande de passar por dificuldades financeiras após 13 anos de formada... De não ter para onde correr (eu nem poderia correr, mesmo que tivesse para onde... 😒)... De ter cartões recusados, usar um celular terrível e não ter como comprar outro... Vontade de chorar, mas nem isso consigo...

Só quero que passe... Já deu...


sexta-feira, 18 de novembro de 2022

QUERIA AMAR ESTAR GRÁVIDA, MAS...


36 semanas e 6 dias... Não tem sido nada fácil... Boatos dizem que Manuela não vai esperar até o dia 5 de dezembro... Sinto dor pélvica diariamente, basta ficar de pé. Piora no final do dia e está associada à lombalgia. Se me deito em decúbito dorsal, não consigo respirar; se me deito em decúbito lateral, direito ou esquerdo, as costas doem. Muitas demandas ainda dependem de mim, e a cada dia eu me sinto menos operante para realizá-las...

Manuela mexe como uma louca e isso me dá náuseas. E tenho sono, muito sono. Na verdade é mais do que sono, é exaustão. 

Hoje rezei pedindo a Deus para ela chegar logo, mas que fosse feita a vontade dele, não a minha, porque é provável que eu não saiba o que digo...

Seguimos...

domingo, 6 de novembro de 2022

35 semanas...


Praticamente 6 meses após o último post. É necessário sempre esse período de ausência diante das mudanças. Mas como pretendo voltar a registrar muita coisa, aqui estou eu.

Hoje estou com 35 semanas e 1 dia. Meu bebê é outra menina, chamará Maria Manuela: Deus está conosco. Ele está sempre conosco. O princípio, como todos viram, foi difícil, mas Manu conseguiu se inserir na nossa rotina de um jeito bem adaptado. O Capitão mostrou que o tempo favoreceu seu amadurecimento: o jeito como ele está lidando com a paternidade nem de longe se compara à gravidez de Lulu. Fernanda está empolgada com a possibilidade de ser irmã mais velha, e talvez isso a ajude a amadurecer (ou talvez não, só o tempo dirá...). Ana Luiza está feliz também, mas do jeito dela, dentro da adolescência e seus conflitos. E eu estou feliz, embora reclame tanto...

Reclamo do peso da barriga, realmente está incomodando bastante. Mas sei que faz parte, vai passar, se Deus permitir no dia 5 de dezembro, data escolhida para a cesárea eletiva. Ninguém aqui pretende entrar em trabalho de parto ou parir normal. Faltam 29 dias e eu vou tentar pensar em cada um individualmente, porque 29 é muito tempo... 

A situação financeira não está legal. Mas Deus está conosco. Sempre esteve, nunca deixou faltar nada. Eu realmente não sei como se dará, mas as contas serão quitadas. Apenas aguardarei...Já apareceu uma possibilidade de licença maternidade por 120 dias com a qual eu nem contava... Para mim, já é um milagre...

Não sei se conseguirei dar conta das duas pós... Nesse momento, com a barriga tendo contrações de treinamento frequentes, estou tentando assistir a um vídeo sobre Bioestatística... Na semana que vem terei que me dedicar aos assuntos do IMIP... Só o tempo também dirá se vai dar certo ou não...

35 semanas e 1 dia... Estamos caminhando...

quinta-feira, 12 de maio de 2022

E LÁ VAMOS NÓS OUTRA VEZ...

 


 Lá atrás, nos tempos em que sonhar fazia parte da minha rotina, eu já quis ter uma família grande. Nunca me imaginei mãe, é verdade, mas pensava em casa cheia. O tempo passou e esse desejo, juntamente com vários outros, foi adaptado à realidade: tenho boletos, o custo de vida é alto, não quero morrer trabalhando, logo, não posso ter muitos filhos. Ponto final.

Tenho a impressão de que estava escrito: Marcella será mãe de Ana Luiza e só. Mas eu decidi inventar. Assumi (sem ter a menor ideia do que estava fazendo) a responsabilidade de ser mãe também de Maria Fernanda: "Eu consigo, claro!", foi o que argumentei. Resultado: Maria Fernanda deu um nó tão grande na minha vida que até hoje não foi desfeito, e tenho a impressão de que não será nunca mais... Se eu fosse escrever o que ficou bagunçado depois dela seriam precisos vários posts... Eu não enxergo no fim do túnel aquela luz que poderia me tranquilizar dizendo "Calma, vai ficar tudo bem...". Pelo contrário, a cada estação a viagem se torna mais difícil. E o pior é que já não consigo mais me imaginar seguindo um caminho sem ela...

Deus, porém, acredita que eu preciso ser lapidada ainda mais um pouco. Deve olhar para mim e pensar: "Não, não, ainda não aprendeu o suficiente". Provavelmente existe alguma coisa na maternidade que eu ainda não descobri e fico tentando buscar fora dela, então o Senhor disse "Vou dar mais uma chance". E assim começou a história da minha segunda gestação... 

Estou com 9 semanas e 5 dias. Nada foi planejado. Pra ser sincera, o que eu planejei na minha vida saiu sempre atravessado... Esse bendito casamento, por exemplo, que nunca foi o que eu pensei que seria... Inclusive Amilson está vivendo como se não existisse gestação, mas eu nem quero falar disso... Minha vida (?) acadêmica, que morreu antes de começar. Minha situação financeira, sem comentários. Enfim, essa gestação é mais uma coisa fora do planejamento com a qual tenho que lidar, e não estou sabendo, como nunca soube...

Não estou triste, também não estou feliz. Mas essa sensação já é nossa velha conhecida (vide esse post), vai passar com o tempo (sempre passa). Ana Luiza é a coisa mais maravilhosa da minha vida, embora em 2009 eu nem imaginasse isso. Maria Fernanda também é o toque apimentado especial dos meus dias, capaz de arrancar simultaneamente sorrisos e gritos. Essa criança saberá, no tempo certo, ocupar seu lugar dentro da minha rotina, tudo se ajeita. Eu me permito não suspirar com sapatinhos de tricô enquanto ainda for sonho a ideia de não depender de cheque especial...

9 semanas e 5 dias. Uma viagem que está apenas começando. Que Deus nos ajude...


terça-feira, 26 de janeiro de 2021

A VOLTA DOS QUE NUNCA FORAM...

Olá, Veleiro!

Sim, eu decidi voltar a escrever. Preciso demais disso aqui. Reli minhas postagens ontem, mostrei algumas a Ana Luiza... Como foi importante para mim esse momento!... Então, enfim, voltei.

Ana Luiza agora é uma moça de praticamente 11 anos. Gosta de gamesanimes, vê todos os vídeos de Naruto. É super inteligente, mas não curte muito essa história de estudar... Tem interesse por atividades esportivas (o completo oposto da mãe). Não acorda mais tãããão cedo e, dependendo do horário, engole todo mundo igual um dinossauro brabo... :D Continua sendo o farol que ilumina o mar da minha vida, mostrando o caminho sempre...

Maria Fernanda, com seus quase 7 anos, é uma explosão. Nada que ela toque na vida de alguém permanece do mesmo jeito. Incrível a capacidade de deixar de cabeça para baixo até o que aparenta ser mais firme... Tem hiperatividade, déficit de atenção, dificuldade de aprendizado na escola, vitiligo, dermatite atópica, sigmatismo... Com ela o que geralmente é fácil torna-se complicado. Mas é uma menina linda e cativante. Sabe se maquiar melhor do que qualquer um (melhor que a mãe com toda certeza...). Adora dançar, mas se interessa por funk, passinho, pagode... Cuida de todo mundo que estiver perto dela, com a mesma intensidade com que testa a nossa paciência. É ela quem faz meus dias ficarem mais desesperados coloridos...

O Capitão é um homem melhor, sem sombra de dúvida. Amadureceu. Enxerga a mim e às meninas como sua família. É o pai e chefe da casa. Acho que ainda formamos uma bela dupla. ;)

Profissionalmente, não fiz residência em pediatria nem em nada nessa minha vida. Atendo numa clínica popular e quase não tenho pacientes... Meu colega de clínica tem 40 anos de profissão, de modo que todas as mães preferem agendar consulta com ele... :( Esse é só um comentário relevante porque me sinto meio triste com essa história, e quero rir disso daqui a alguns anos... Mas estou bem no meu posto de saúde. É preciso destacar que sou feliz trabalhando onde trabalho. Quero me lembrar disso daqui a uns anos também...

E é isso. Feitas as atualizações, continuemos a navega daqui...