quarta-feira, 23 de julho de 2008

HORA DE PARAR?

Fui tocar na missa ontem e quase que senti que é hora de parar. 11 anos de Canção Jovem, mas agora as músicas mudam rápido demais e eu não estou com tempo - vontade, disposição - para aprender as novidades.
Putz, seria bem mais fácil se eu não gostasse - mesmo que um pouquinho - de fazer isso...

quinta-feira, 17 de julho de 2008

PAI


No último dia 13 fez um ano que meu papai foi morar com Deus. Seria impossível descrever aqui a falta que ele faz hoje, num momento da minha vida em que preparo o texto que estará na capa do meu convite de formatura. Difícil é pensar em formatura sem ele na platéia...

Depois de um ano, o que a gente sente é só saudade da pessoa que foi embora. Não há mais aquela revolta típica dos primeiros meses. Acostumamo-nos a fazer as coisas sem ele, a fazer as coisas que ele fazia para cada um de nós, e dia após dia as coisas se ajeitaram (elas sempre se ajeitam...). Agora, depois de um ano, é como se só sobrasse a saudade de conversar com ele, como se fosse saudade de alguém que viajou, foi morar em outro lugar e a gente quisesse telefonar pra contar as novidades, saber se ele está bem... Como aquela pessoa muito querida que você não vê há algum tempo, e de repente se lembra dela e pensa: "Puxa, faz tanto tempo que eu não falo com Fulana. Vou lá na casa dela pra gente conversar!". Acontece que não dá mais pra conversar com papai...

É assim. Falta de contar os estresses do hospital pra ele (porque ele se interessava por tudo), falta de mostrar pra ele as coisas novas que eu compro, falta de ouvi-lo falar na praia, enquanto tomava um uisquezinho.... Eu sinto uma falta tão grande dele que se fosse possível traduzi-la em lágrimas passaria o resto da vida chorando. Mas não dá pra chorar todo dia. E por isso algumas pessoas podem até pensar que eu nem ligo pra ausência de papai. Pessoas que com certeza teceram comentários maldosos sobre o fato de eu casar 13 dias após a morte dele. Que por não terem visto meus olhos vermelhos nas missas de 7º dia e 1 ano pensaram que eu já o tivesse esquecido. Mas a falta que papai faz na minha vida, essa seria impossível descrever aqui...

Pai!
Pode ser que daqui a algum tempo
Haja tempo prá gente ser mais
Muito mais que dois grandes amigos
Pai e filho talvez...

Pai!
Pode ser que daí você sinta
Qualquer coisa entre esses vinte ou trinta
Longos anos em busca de paz...

Pai!
Pode crer, eu tô bem
Eu vou indo
Tô tentando, vivendo e pedindo
Com loucura prá você renascer...

Pai!
Eu não faço questão de ser tudo
Só não quero e não vou ficar mudo
Prá falar de amor pra você...

Pai!
Senta aqui que o jantar tá na mesa
Fala um pouco tua voz tá tão presa
Nos ensine esse jogo da vida
Onde a vida só paga prá ver...

Pai!
Me perdoa essa insegurança
Que eu não sou mais aquela criança
Que um dia morrendo de medo
Nos teus braços você fez segredo
Nos teus passos você foi mais eu...

Pai!
Eu cresci e não houve outro jeito
Quero só recostar no teu peito
Prá pedir prá você ir lá em casa
E brincar de vovô com meu filho
No tapete da sala de estar

Pai!
Você foi meu herói meu bandido
Hoje é mais, muito mais que um amigo
Nem você nem ninguém tá sozinho
Você faz parte desse caminho
Que hoje eu sigo em paz

Pai...

quarta-feira, 16 de julho de 2008

FÉRIAS!!!

Férias sem computador (que praticamente morreu...), mas, ainda assim, FÉRIAS!
Mesmo com chuva no feriado...
Mesmo com pouquíssimo dinheiro...
Tem tanta coisa pra fazer nas férias que eu acho que não vai dar tempo...
:D

domingo, 29 de junho de 2008

CONTAGEM REGRESSIVA

Faltam 12 dias para as minhas férias (após mais de um ano e meio nessa labuta dos infernos!)
VÃO SER OS 12 DIAS MAIS LONGOS DA MINHA VIDA!!!!

quarta-feira, 25 de junho de 2008

ESCLARECIMENTO

Só para esclarecer: seu Guilherme morreu de infarto. Nada se pode fazer quanto a infartos... Menos mau para a minha consciência!
Estou doente...
EU QUERO A MINHA MÃE!!!

domingo, 22 de junho de 2008

"NOS BRAÇOS MEUS DESCANSARÁS, FORÇAS TE DAREI..."


Feriadão de São João... E eu trabalhando no domingo e na terça... Tudo bem, já cheguei do hospital, o dia nem foi tão pesado, vamos em frente!

A única notícia triste do dia foi a morte do meu paciente, seu Guilherme. Isso me deixou muito deprê... Já perdi outros pacientes, mas esse foi um pelo qual eu lutei bastante... Quando meu rodízio do Barão começou ele era um caquinho, só vivia dormindo, com hipertensão, diabetes descompensada, insuficiência cardíaca, vasculopatia periférica... Eu insisti na recuperação dele durante todo esse tempo. Convenci a filha dele a autorizar a amputação da perna esquerda (por problemas decorrentes da diabetes), dei todo o apoio que eu podia. Seu Guilherme melhorou radicalmente depois da cirurgia, permanecia acordado, conversava comigo quando eu ia vê-lo. Pegou uma pneumonia e por isso precisou passar mais 14 dias no hospital, tomando antibióticos. Nesse meio tempo, descobrimos que ele estava com um câncer na bexiga, mas nada que não pudesse ser tratado, inclusive já havíamos agendado consulta com um urologista, assim que ele tivesse alta. Saí do hospital na sexta-feira às 7 da noite e seu Guilherme ficou lá, bem melhor da tosse, quase sem catarro, o pulmão não chiava mais, sem episódios de hipoglicemia, apenas com um sangramento na ferida operatória, mas que a cirurgiã vascular tinha olhado e não achou que pudesse ser preocupante. Eu já tinha até preparado a alta dele!

Hoje cheguei no Barão e algo me dizia que eu deveria ir lá, ver seu Gulherme. Ele não estava na lista de pacientes que eu deveria avaliar, mas queria vê-lo, perguntar como ele estava. Encontrei o leito de seu Guilherme vazio, com o colchão revirado. Fui perguntar à enfermeira e ouvi a notícia: "Ah, ele foi a óbito!". Como assim??? Quando??? De que jeito??? E a filha dele??? Ninguém soube dizer detalhes, apenas falaram que ele tinha morrido na madrugada do sábado, que foi uma agonia naquela enfermaria e que a filha dele ficou desesperada, perguntando o motivo de terem deixado o pai dela morrer assim... Fiquei tão triste!... Até mesmo por não estar lá no momento da morte, pra dar uma força. Se bem que Deus sabe o que faz, talvez não fosse uma boa idéia, talvez eu não soubesse como ajudar...

O fato é que seu Guilherme morreu. Uma pena isso de a medicina não conseguir resolver certas coisas. Tenho outra paciente, Solange, de 37 anos, que está com câncer de ovário e metástase pra todos os lados (eu disse que o Barão é um inferno...). Solange pode morrer a qualquer momento, e isso vai ser até um alívio pra ela, porque a coitada sofre de dores incontroláveis... Se eu tivesse chegado e recebido a notícia de que Solange tinha morrido, não iria ficar tão mal: infelizmente o câncer avançado é uma estrada que termina inevitavelmente desse jeito. Mas seu Guilherme tinha insuficiência cardíaca, diabetes e hipertensão. Quantos capítulos de livro existem sobre essas doenças? Quantas e quantas vezes eu já estudei esses assuntos? Todos os dias representantes farmacêuticos batem na porta da sala dos residentes para mostrar novos medicamentos capazes de controlar os sintomas dessas enfermidades. A glicose do sangue de seu Guilherme estava controlada. A ferida operatória da coxa esquerda não tinha sinais de infecção. A pneumonia por uma bactéria complexa também estava sendo combatida com os antibióticos oferecidos pelo hospital. O que fez seu Guilherme morrer? O que faltou na assistência dele? O que passou despercebido aos nossos olhos e terminou por levá-lo?

De certa forma - e isso eu posso dizer por experiência própria - agora a filha dele vai poder descansar um pouco. Acompanhar um paciente crítico no hospital é tarefa das mais difíceis. Tenho certeza de que só agora ela vai perceber que está muito cansada. Acredito que seu Guilherme também estava muito cansado de lutar contra tudo aquilo. Talvez Deus tenha dito (como disse a papai, tenho certeza): "Pronto, filho, venha comigo, chegou a hora. Agora seu sofrimento acabou". E então agora ele pode descansar em paz.

Vir a ser médica tem dessas coisas difíceis. Mas sei que fiz tudo por seu Guilherme e aprendi muito com ele. Essa sensação é a recompensa, porque todos nós vamos morrer, é preciso ter consciência disso e saber que só Deus escolhe o dia e a hora, independente do que façamos. Se Ele quis que fosse assim, então, sigamos em frente!

Mas é São João, ok? Bom forrozão pra todo mundo!


quarta-feira, 11 de junho de 2008

OI!

Hoje é o dia do jogo do Sport. Faltam 4 horas, mas parece que ninguém mais na cidade quer pensar em outra coisa. Quero deixar claro que pouco me interessa a importância desse título para o Sport, estou torcendo apenas porque meu "nordestinismo" fala mais alto nessas horas. O que aquele bando de desdentados, maloqueiros, trombadinhas e ladrões que se dizem rubro-negros vai sentir, não mudará minha vida! :D
Estou muito cansada e sem internet, não posso atualizar o Veleiro como deveria, porque meus neurônios não querem trabalhar depois que chegam do Barão. Ainda esotu com queimação no estômago hoje...
Passei aqui só para dar um OI!