quarta-feira, 26 de outubro de 2011

ESSE BLOG NÃO MORREU!!!

Olá!

Sim, este blog ainda existe. Aliás, eu e Lulu ainda existimos também, obrigada. É que nos últimos 30 dias muitas coisas aconteceram, algumas boas, outras nem tanto, de modo que ficou difícil parar e vir aqui. Mas enfim, vamos limpar a poeira do Veleiro...

Eu e Lulu estamos morando num novo local agora. Meu apartamento foi entregue e eu finalmente terminei de fazer os ajustes necessários para me mudar, então cá estamos, na nossa casa própria, num bairro diferente do que nós duas morávamos desde o nosso nascimento (isso mesmo, morei no mesmo bairro por 29 anos...). Passei um tempo estranhando a nova vizinhança, as rotinas e principalmente a distância da casa de mamãe (porque entre outras coisas preciso da ajuda dela com Ana Luiza), porém os dias passam e as coisas vão se ajeitando... A vantagem da distância é que precisei tomar coragem e enfrentar o trânsito, de modo que fiz progressos notáveis e estou praticamente curada do meu medo de dirigir! \o/

Quem resolveu dar o ar da graça por aqui foi a crise financeira, minha velha conhecida dos tempos de estudante, que não tinha mais aparecido desde a formatura... Apartamento novo, gastos infinitos, divórcio, despesas com um carro roubado 22 dias depois da compra, enfim: tô no vermelho. Mas isso também passa, tenho experiência nesse assunto. Ainda bem que o 13º vem aí... =)

Lulu virou um papagaio, repete tudo que a gente fala, já consegue se expressar de maneira quase inteligível e nem parece mais um bebê... Tô adorando essa fase, recheada de beijinhos no rosto, abraços espontâneos, sorrisos cheios de dentes... Tem muita birra também, muito choro sem motivo, malcriação, é verdade. Parece que faz parte do desenvolvimento da criança, tô tentando não me estressar com isso. Já tenho tanto com o que me preocupar...

Tenho fotos lindas de Lulu, mas ainda não instalei a internet banda larga aqui, e baixar qualquer coisa pelo 3G é loucura... Fico devendo, mas espero que não demore tanto pra passar por auqi outra vez!

Beijo a todos!

sábado, 24 de setembro de 2011

AMO, AMO, AMO!



"Ainda bem que você vive comigo
Porque senão, como seria essa vida?
Sei lá!..."

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

PODANDO O JARDIM...

ATENÇÃO: se você veio aqui em busca de novidades sobre a princesa Lulu, nem continue a leitura. Este definitivamente não é um post materno. De vez em quando o Veleiro sente necessidade de voltar às origens e navegar por mares íntimos, pessoais, intransferíveis. Se quiser uma carona, seja bem-vindo e aproveite a viagem.

O que eu aprendi nestes últimos 3 meses? Que muitas vezes a gente tem que levar uma rasteira da vida para entender que estava escolhendo o caminho mais difícil. Que quando tudo dá errado podem acontecer coisas maravilhosas que jamais aconteceriam se tudo tivesse dado certo. Nestes últimos 3 meses eu tenho aprendido a gostar de mim.

Casei com meu primeiro namorado, depois de 10 anos juntos, e tenho certeza de que não o fiz só por empolgação. Era amor, daqueles de arrancar pedaço se acabasse. Amei tanto essa pessoa ao ponto de sair do conforto da casa dos meus pais para morar num lugar bem ruinzinho, fazer serviços domésticos até altas horas da madrugada, tendo que assistir aula no dia seguinte (ah, se esse Veleiro falasse...). Mas não me arrependo, porque era amor. Ter minha casa e acordar ao lado do meu marido já me completava.

Amilson, por outro lado, sempre pareceu estar incomodado com a rotina do casamento. Lembro de ter implorado - sim, implorado - algumas vezes para ele me levar a algum lugar. Meu marido sempre quis resolver tudo sozinho: era a vida dele, o dinheiro dele, os sonhos dele. Eu ficava ali, me esforçando pra encaixar um "nós" naquela individualidade toda. 3 meses de casamento e ele mal falava comigo à noite, só queria saber dos jogos no computador. 8 meses e, no auge de uma discussão, ele gritou que eu era muito chata e que era muito difícil conviver comigo. Eu peguei minhas coisas e fui pra casa de mamãe. Amilson em nenhum momento ligou ou pediu pra eu voltar: eu voltei mesmo assim.

Um casamento é feito de escolhas diárias, mas eu escolhi o caminho mais complicado: o de amar por dois. Meu amor era tão grande, tão imenso, que eu achei que seria suficiente. E amei tanto que veio Ana Luiza, porque, mesmo sem planejar, no fundo da alma eu tinha a impressão de que um filho poderia fazer Amilson se interessar mais pela família, e por mim. Mas Amilson viveu aquele momento como se não fosse com ele. Todas as dificuldades que eu obviamente passava com a gravidez, e ele só dizia que havia se decepcionado comigo porque eu não tinha "instinto" para ser mãe. Porque eu não suspirava com sapatinhos de bebê nem ficava alisando a barriga 24h por dia... Lulu nasceu e eu não consegui amamentar: ele passou a repetir que a culpa tinha sido da minha falta de paciência. E foi se afastando a cada dia. Não chegava perto de mim: dizia que não tinha vontade. Ficava irritado por bobagens, passava o domingo inteiro fora de casa - supostamente estudando - mesmo se esse fosse o único dia da semana em que eu não trabalhava e nossa família poderia fica reunida. Até que um dia eu cansei disso e perguntei se ele queria ir embora. Amilson só faltou dizer "Opa, só se for agora!": no dia seguinte ele já não estava mais em casa.

Amilson deu a entender, nas entrelinhas do que falou durante esses 14 anos juntos, que eu era uma pessoa muito difícil de conviver. Chata, mal humorada, resmungona, sempre insatisfeita com tudo. Quem me conhece desde a adolescência sabe que, de fato, nunca fui um poço de simpatia. Mas o que eu consigo enxergar hoje, nos meus dois ambientes de trabalho, no salão de beleza que frequento, até mesmo aqui na blogosfera, é que eu não sou alguém tão azeda assim. Tenho convivido com pessoas que me consideram sua amiga, apesar dos meus defeitos (quem não os tem?). Tenho aprendido muito com Ana Luiza e me tornado uma mãe bem melhor a cada dia (minha filha linda, saudável e feliz está aí para comprovar isso). Apesar da saudade dos bons tempos (porque não foram 14 anos só de mágoas), estou podendo aproveitar a tranquilidade de chegar em casa e não precisar suportar a indiferença de alguém que só entrava no quarto depois que eu dormisse, para evitar o óbvio. Estou cuidando de mim, afinal.

Então, volta não, Amilson, porque eu não preciso ser magoada como já fui durante esse tempo todo. Porque tem uma chama bem fraquinha começando a se acender dentro de mim, e eu não quero que você apague. Continue vivendo sua vida de homem solteiro, saindo à noite, conhecendo gente nova, fazendo o que te deixa feliz, e permita que eu aproveite esse momento de "podar meu jardim", com a tranquilidade de uma tarde de setembro. Pode ter certeza de que assim será melhor.

Se quiseres voltar
Volta não
Porque me quebraste em mil pedaços...

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

MINHA FILHA É UMA ARTISTA!

Por aqui a moda agora é o DVD de Xuxa Só Para Baixinhos 10, que Lulu ganhou no Natal do ano passado (mas era muito pequenininha pra entender do que se tratava). Sinceramente, eu já não aguentava mais ouvir Patati e Patatá, então Xuxa é até lucro... rsrsrs

Com vocês, Ana Luiza e a Dança do Pinguim!



domingo, 4 de setembro de 2011

sábado, 27 de agosto de 2011

RAZÕES PARA FICAR TANTO TEMPO LONGE DO BLOG

Não sou muito paciente com a lentidão da internet.

Às vezes fico desesperada com bobagens e isso tira meu bom humor.

Tem dias que não tenho a menor vontade de ligar o computador.

Ana Luiza dá um trabalho danado, e quando ela dorme eu prefiro assistir à televisão.

Tô com tanta preocupação na cabeça que não tenho inspiração para posts maternos.

Atualmente a maternidade tá sendo só uma parte das minhas inúmeras funções.

Mas visito os blogs amigos, ok?

"Eu não sou tão triste assim. É que hoje eu estou cansada."
(Clarice Lispector)






quinta-feira, 11 de agosto de 2011

A PEDIDOS, UM POST DE UTILIDADE PÚBLICA!

Meu povo, escrever um post sobre primeiros socorros para crianças é muita responsabilidade... Mas, atendendo a pedidos, vou tentar dar umas dicas que aprendi na faculdade, ok?

Os tipos de acidentes passíveis de acontecer com as crianças dependem da idade em que elas estejam. Crianças pequenininhas sofrem mais com engasgos, até leite pode acabar descendo pelo lado errado da garganta...Quando começam a crescer e descobrir o mundo, podem engolir objetos, queimarem-se no fogão, afogarem-se... Sei que é assustador só de pensar, mas asseguro que a reação dos pais ou responsáveis pela criança na hora do acidente é muitíssimo importante, pode significar a diferença entre vida e morte. Até porque nem sempre há um hospital por perto (já pensaram nisso? O hospital mais perto da casa de vocês fica a quantos minutos de distância...

A primeira coisa a fazer é também a mais difícil: manter a calma. Um adulto nervoso só piora as coisas. Imagine que seu filho já está assustado o suficiente e que você é o único porto seguro para ele; além do mais, ninguém consegue fazer nada no desespero. Se tiver outro adulto com você, chame-o e peça para que providencie o transporte para o hospital: pode ser ligando para uma ambulância, pode ser pegando a chave do carro e tirando-o da garagem. O importante é que vocês consigam levar a criança para ser vista por um médico o mais breve possível.

Se a criança se engasgou com comida ou se sufocou com catarro, segure-a de barriga pra baixo (se for um bebê) ou incline-a para frente (crianças maiores) e bata no meio das costas, entre os braços, com a mão aberta. Mas bata com certa força, nessa hora alisar as costas da criança não dá muito resultado... Nas crianças maiores de 2 anos o melhor é colocar-se por trás dela e abraçar-lhe na altura da cintura. Coloque seu punho fechado em cima do umbigo dela e comece a apertá-la com força, direcionando levemente para cima. Essas manobras devem ser repetidas quantas vezes forem necessárias, e lembre-se de que é importante chamar ajuda para ir a um hospital, rápido.

Se a criança engolir algum objeto estranho, primeiro abra a boca dela e tente retirá-lo, se ainda estiver visível, fazendo um gancho com seu dedo indicador. Nessa hora, atenção: cuidado para não empurrar o objeto garganta abaixo. Depois faça as mesmas manobras para desengasgo e leve ao hospital.

Uma situação comum com crianças maiores é a ingestão de substâncias químicas. Outro dia peguei no plantão uma menina que achou legal comer a pastilha sanitária do banheiro (é sério!)... Nesse caso é prudente não dar nada para a criança beber e levá-la imediatamente ao hospital. Não dê leite, água com açúcar, nada disso, porque pode acelerar a absorção de algumas substâncias químicas e piorar o processo. Também não provoque vômitos, alguns produtos podem ser cáusticos e queimarem a garganta. Cada substância química tem um jeito diferente para ser removida do organismo, então é sempre melhor pedir ajuda médica nos casos de intoxicação. E leve a embalagem do produto, se possível, facilita muito o nosso trabalho!

Bom, é isso. Eu sei que não é fácil lidar com crianças vítimas de acidentes domésticos, eu mesma fiquei muito estressada quando Lulu se engasgou com o remédio. Mas é importante saber o que fazer nessas horas, e espero que essas dicas tenham ajudado. Podem copiar em seus blogs, se quiserem, tá?

Beijocas!