domingo, 30 de janeiro de 2011

TIVE QUE VOLTAR

Fiquei lendo blogs das amigas e voltei. Algumas estão grávidas novamente, antes de seus primeiros bebês completarem 2 anos. Aí me deu aquela vontade de engravidar de novo... OI??? Calma, 1, 2, respira, pronto, já passou!

Falando sério, na gravidez de Lulu eu não estava mentalmente preparada para ter um filho (ok, e quem disse que agora eu estou?), estava me formando na faculdade, ansiosa para finalmente ter meu próprio dinheiro e aproveitar a vida ao lado do meu maridinho. Os primeiros meses dela foram muito difíceis. Hoje eu posso afirmar com certeza que Lulu é a razão da minha vida, a melhor coisa que já me aconteceu, mas nem sempre foi assim. Então queria curtir uma gravidez de verdade, tirar fotos da barriga (não tenho quase nenhuma), essas coisas que eu não fiz. Mas isso é só um delírio momentâneo, não se preocupem. Ainda me resta um pouco de juízo na vida.

Tem hora que dá vontade de largar tudo e virar só mãe. E ter uma penca de filhos, como antigamente. Deixar essa história de trabalhar e ganhar dinheiro para os homens, aproveitar cada momento do crescimento das crianças, preparar lanches, enfim, ser mãe, esposa, dona-de-casa. E tem horas que dá vontade de fazer Residência e virar pediatra de verdade. Sei não.

Lulu acordou. Hora de deixar de devaneio e voltar à realidade.

ATUALIZANDO O VELEIRO...

Ser mãe é aproveitar os minutinhos de descanso que a filha dá para digitar posts no computador... Ana Luiza resolveu tirar um cochilo às 4 da tarde e até agora (7 e meia da noite) ainda não acordou do sono da beleza. Ontem foi a mesma coisa e eu já sei em que pé essa história vai terminar: quando a fome apertar, lá pras 8 e meia ou 9, ela vai acordar e ficar assim até por volta da meia-noite. Quem se dá mal? A mãe, sempre. Então eu vou tratar de relaxar agora mesmo.

A moda de Lulu agora é dançar. Me preparei para fazer um vídeo e postar aqui, mas as pilhas da máquina estavam descarregadas hoje... Minha filha descobriu que é uma bailarina nata: basta começar um barulhinho que ela dana-se a subir e descer, balançar os braços, gritar, um luxo! Vale qualquer coisa, de Exaltasamba a Padre Fábio de Melo, teve música ela tá inventando passo. Puxou ao pai, obviamente, porque a mãe não é chegada nesse vuco-vuco. Já estou até ouvindo a voz dela com 15 anos dizendo: "Tchau, mãe, fui dançar!". Era o que faltava, não? =)

Vou viajar pra Maceió no Carnaval! Gostei dessa história de ficar uns dias fora de casa. Eu sei que Pernambuco é a terra do Galo da Madrugada, que Olinda tem um carnaval maravilhoso, mas a verdade é que nem de frevo eu gosto, tá? E não vou pra muvuca com minha bebê, então preferi ficar os 4 dias na praia, tomando água de côco e assistindo aos detalhes pela TV. Com essa pinta de passista, pode até ser que Ana Luiza preferisse se jogar atrás dum bloco, mas como por enquanto quem decide a vida dela sou eu, sua estréia no carnaval será adiada até segunda ordem.

Passarei nos blogs para visitar todas. Beijão!

domingo, 16 de janeiro de 2011

FESTINHA DE ANIVERSÁRIO

Meu Deus, 2011 começou faz tempo e eu ainda não tinha passado por aqui? Perdão, é que o marido está de férias da faculdade, então minhas noites estão sendo mais dedicadas a ele, depois que nossa criaturinha movida a bagunça dorme.

Falando nela, Ana Luiza está com 10 meses e agora aquela história da festa de 1 ano vai ficando cada vez mais forte. Depois de me estressar pensar bastante, RESOLVI (e dessa vez é definitivo!) que teremos uma comemoração simples (o quão simples se pode ser hoje em dia...) na casa da minha mãe, apenas para famíllia, padrinhos e amigos mais chegados.

Resumindo, foi assim: não gosto de organizar festas, não tenho tempo e nem talento para isso. Mas no Brasil convencionou-se que o 1º aniversário tem que ser o evento da vida do bebê, então estava fazendo um esforço para montar o aniversário de Ana Luiza e agradar gregos e troianos. Acontece que os organizadores de eventos acham (não, eles devem ter certeza!) que meu dinheiro dá em árvores, e o preço que cobram é um ABSURDO! Então mudei de idéia. Pausa.

Alguém deve estar pensando: "Que mãe sovina! É médica, ganha rios de dinheiro (oi?), e não quer fazer uma festa pra filha? Merece arder no mármore do inferno!". Calma aí! Realmente não é que não dê para fazer a festa! Uns 3 plantões extras e tudo estaria resolvido! É que eu não concordo com a exploração financeira que vem junto com essas festas! Povo, 4 mil, 5 mil reais é muuuuuito dinheiro, tem um tantão de gente que trabalha 12h por dia, 6 dias por semana e não ganha isso! Eu me recuso a pagar esse valor por uma noite, pra Ana Luiza nem lembrar dela depois! Lembra das festas de quando éramos crianças? Regadas a bolinhas coloridas, bolo, brigadeiro e sacolinhas com confeitos? Eu adorava! Porque não podemos voltar a fazer festas assim? Porque hoje em dia temos que alugar 20 mesas, contratar DJ, piscina de bolas, cama elástica, recreadores, telão com fotos da criança, pagar 1000 contos por um álbum de fotos, ah, faça-me o favor! A resposta é não.

Entendam: o importante pra mim é realizar o sonho de cada um. Então se seu sonho como mãe é fazer uma big festa de 1 ano, vá em frente, dou todo o meu apoio, você terá sua festa e jamais se arrependerá de tê-la feito, porque cumpriu a vontade de seu coração. O meu coração está me mandando guardar o dinheiro e viajar pra Gramado com a família no final do ano, sentir um pouquinho de frio. Se eu gastar tudo na festa, vou me arrepender e aí não vai ter valido a pena. Compreenderam agora a lógica do processo? ;-)

Então, como agora as coisas estão decididas, aguardem as cenas dos próximos capítulos!

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

DE VOLTA À ROTINA...

Olá, povo! Como foram de Natal?

Estou no hospital, de plantão, só sairei amanhã às 7 horas, e por enquanto as coisas estão calmas, deu até para ligar o computador e visitar meu Veleiro...

Neste ano eu e marido resolvemos fazer a ceia lá em casa, encomendamos as comidas (ó-b-v-i-o que nenhum de nós estava com disposição para enfrentar o fogão com Lulu a todo vapor) e convidamos minha mãe, o pai dele, irmão, irmãs, cunhado, cunhada e sobrinhos. Digamos que a família não é assim das maaaais animadas, entretanto fizemos o possível para tornar a noite agradável. Lulu pegou no sono antes das 19h, só acordou no final com o barulho dos priminhos pimentinhas, talvez no próximo ano ela valorize mais essa história de Natal. Enfim, foi legal, mas eu esqueci de tirar fotos (só eu mesmo)...

Boa mesmo foi nossa viagem a Natal, no Rio Grande do Norte. Terra muito boa, uma capital tranquila, muuuuito diferente desse furdunço onde eu vivo. Sério, Recife está um horror, um trânsito terrível (fiquei traumatizada depois do meu acidente, não peguei mais no carro...), um mundaréu de gente, um calor insuportável... Eu me mudaria para Natal sem nem pensar, marido é sargento da Aeronáutica e poderia pedir transferência para lá e eu faria prova de Residência na UFRN, numa boa. Isso se não houvesse minha mãe, porque se eu tirar Lulu de perto acho que ela tem um troço. Bom, sonhar é de graça...

Voltando à viagem, vivemos dias de tranquilidade, harmonia conjugal, pais voltados exclusivamente para o bem-estar da filha, um paraíso. Lulu deve ter adorado, o pai e a mãe com ela durante as 24h do dia, tudo o que ela poderia querer! Marido tão disposto a deixar rusguinhas de lado e lembrar do amor que existia no dia do nosso casamento, eu abarrotada de paciência, uma beleza! As fotos estão aí para provar nossa alegria. Viajar com a família é tudo de bom. Infelizmente, entretanto, dura pouco...

Então, como não tinha outro jeito, voltamos. E desde que chegamos em casa tudo retornou ao normal. Já tivemos mais uma queda de energia no nosso apartamento (a fiação elétrica do apartamento onde eu moro está toda errada, vive faltando energia e o dono não toma nenhuma providência...), descobri que tem um rato na minha cozinha (odeio morar no térreo!!!), marido voltou a sair de casa de manhã para trabalhar e chegar só à noite, porque aparecem zilhões de coisas para ele fazer depois do serviço, eu fico chateada, reclamo, acabo falando demais, a gente termina brigando, enfim, tudo exatamente como era antes. E hoje eu tô 24h de plantão, longe de Lulu. A viagem não podia durar para sempre?

Fotos, para eu me lembrar o quanto fui feliz... :)





terça-feira, 14 de dezembro de 2010

PROMESSINHAS DE ANO NOVO!

Eu tô devendo demais as visitas aos blogs de vocês, amigas virtuais: PROMETO passar nos blogs de todas hoje à noite, logo depois que Lulu, a Mecana Bagunça (kkkkkkk), cair no sono. =) É que férias de um emprego na vida de uma mãe que trabalha em dois acaba sendo um breve suspiro na rotina, nem sequer dá pra descansar o que se precisa de verdade. Ana Luiza também não está dando muita trégua, ficou gripada por esses dias, e bebê gripado é um tormento! Mas enfim, depois de dar plantão por duas noites seguidas como a única médica disponível no hospital inteiro (ufa!), parece que hoje terei um tempinho...

Semana que vem eu, marido e rebento faremos nossa primeira viagem juntos (primeira também do casal, porque desde a lua-de-mel não sobrava dinheiro tempo para viajar). Tá bom que é aqui pertinho, iremos a Natal-RN, 40 minutos de avião, mas não deixa de ser um lugar novo. Tá bom que também não poderemos aproveitar os passeios de bugre nas dunas - porque essa é uma diversão imprópria para pessoinhas de 9 meses - mas ainda assim estou empolgada com meus míseros 4 dias longe de casa, respirando novos ares. Sofri nestes últimos dias tentando encontrar bermudas, blusas e biquínis que coubessem nesse excesso de pneus que acharam de brotar na minha cintura e em todo o resto do corpo, pra bem dizer só comprei um ou dois itens. Então a auto-estima foi lá pra baixo...

Daí lembrei que estamos no final do ano e esse é um tempo extremamente propício para promessas e decisões capazes de mudar nossas vidas! E já prometi essas mesmas coisas um zilhão de vezes, aqui mesmo no Veleiro, mas mesmo assim vou prometê-las novamente na esperança de dessa vez conseguir cumpri-las! Assim, em 2011 eu prometo...
  • REZAR MAIS
  • VOLTAR A ESTUDAR
  • EMAGRECEEEEER!!!
Me afastei das obrigações com minha religião porque as atividades da Igreja acabaram me sufocando por um tempo. Antes de Lulu nascer eu tocava teclado nas missas até 3 vezes num só final de semana, e todos os feriados e dias santos. Marido toca violão e na maioria das vezes me acompanhava na empreitada. Quando fiquei grávida decidi parar um pouco pra cuidar de mim, e foi muito bom, porque passei a ter mais tempo pra descansar e fazer outras coisas no sábado e domingo. Entretanto, hoje eu sinto que fiquei muito longe de Deus durante esse tempo, conversei menos com Ele, tentei resolver meus problemas sozinha e até duvidei que adiantasse alguma coisa rezar. Andei comprovando por esses dias que quanto mais distante se está de Deus, mais fácil fica para cair em tentação e deixar que o mal, nas suas mais variadas formas, nos atinja. Então a primeira coisa que eu prometo fazer em 2011 é rezar mais, ler mais a Bíblia (por sinal comprei uma nova para mim, com uma linguagem mais moderna do que a que eu tinha em casa), procurar entender qual é o plano de Deus para a minha vida e a da minha família. E esse é o meu projeto de Ano Novo mais importante!

Voltar a estudar, vocês sabem, foi uma das coisas que eu mais tentei e menos consegui em 2010. Mas tá bom, Ana Luiza nasceu em março, e bebês novinhos ocupam todo o espaço na rotina de uma mãe de primeira viagem. 2011, porém, é outro ano, Lulu está sim destruindo a casa mas já consegue fazer isso sozinha, sem a minha ajuda, de modo que eu posso ficar de longe, monitorando suas atividades enquanto leio meus livros e coloco meu cérebro para funcionar de novo. Desde que não haja nada perigoso por perto, ela pode pintar o sete que a bagunça eu arrumo depois.

E emagrecer, claro, o desafio de toda mulher, principalmente depois de um bebê. Comprei um livro sobre reeducação alimentar (minha irmã nutricionista já desistiu de mim e não quer mais me receitar dietas...) e prometo lutar bravamente contra essa minha vontade ENLOUQUECIDA de comer delícias calóricas regadas a coca-cola. Serei a melhor amiga das frutas! A rainha do doce saudável! Te cuida, Spórtacus! (Ah, o adorável mundo materno e seus desenhos animados!...)

Tá bom, né? Porque prometer fazer exercícios, peraí, assim já é demais!!!




Ana Luiza e eu curtindo a decoração de Natal totalmente nordestina dos shoppings centers (neve, muita neve...)

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

LULU DORMIU...OPA, JÁ ACORDOU!

Lulu engatinha, segura no braço do sofá, fica de pé, anda em volta do sofá segurando até chegar ao outro lado. Já, já tá andando! Por isso que eu não quis armar árvore de Natal!
Tô de férias de um dos dois empregos! IUPIII! Menos tempo fora de casa! =D
Tenho que pensar na festa de 1 ano e nem sei preparar festas...
Êita, peraí que a minha cabritinha acordou!
Nem dá pra escrever direito aqui! =P

terça-feira, 23 de novembro de 2010

PADECENDO NO PARAÍSO E BLÁ-BLÁ-BLÁ...

Sei que é clichê começar qualquer post dizendo que ser mãe é difícil. Queiram me desculpar os leitores, mas hoje isso é inevitável. Desde a última quarta-feira - dia do meu acidente - parece que a minha vida está de cabeça pra baixo, tem toda a burocracia do seguro, eu sem saber se o dinheiro que sobrará da indenização vai ser suficiente para dar entrada num outro carro, o risco de passar um bom tempo de ônibus outra vez, porque boa parte do meu salário está indo embora com as prestações do apartamento... Como tudo isso parecia pouco, na quinta-feira Lulu me apareceu com uma febre súbita, sem qualquer outro sintoma, e caiu de cama. Domingo, batizado marcado (demorei tanto pra conseguir conciliar o meu horário com o dos padrinhos dela, ambos médicos...), aquele bolinho básico para comemorar, e Lulu amanhece toda pintadinha de rosa, sem querer conversa com Seu Ninguém. Diagnóstico: uma virose exantemática qualquer, daquelas que se trata com antitérmicos e paciência. Resultado: fora o fato de Lulu ter recebido um sacramento e se tornado filha de Deus, o resto do batizado foi um fiasco.

Só pra constar, agora ela está ótchima! Apenas um pouco magrinha, mas já voltou a destruir a casa, como é de praxe. Passo eu então a pensar na burocracia do seguro, e acabo tendo que faltar alguns turnos de trabalho no posto para resolver as pendências. Não deixei nenhum paciente esperando, remarquei todos, avisei a todo mundo, enfim, fiz o certo (pelo menos eu acho). Acontece que oficialmente eu sou funcionária da prefeitura e devo satisfações aos superiores da Atenção Básica à Saúde do município. Estes partem do princípio de que todo médico é mercenário, quer ganhar dinheiro e não cumpre suas obrigações, então resolvem questionar as minhas faltas como se eu estivesse inventando desculpas para não ir trabalhar, e cobram que eu apresente "declarações de comparecimento", inclusive do Batalhão da Polícia Rodoviária, ao qual fui hoje. Então eu - a vítima - passo a ter que provar que sofri um acidente e estou resolvendo as broncas. Se alguém concorda que isso não está certo, por favor, levante a mão.

Não se avexem os leitores, o post é longo mas tem sentido. Pois bem, vou ter que ir novamente ao Batalhão da Polícia na próxima segunda, porque eles só entregam o BO depois de 7 dias da solicitação, e eu preciso desse documento para enviar à seguradora. Para não levar falta nem prejudicar o atendimento aos idosos, que é feito nas segundas pela manhã, eu combinei com os outros funcionários do posto que irei atender na sexta-feira (minha folga), assim ninguém fica triste. Fui falar pra minha mãe, porque Ana Luiza fica com ela: mamãe faz cara feia e diz "Aí é fogo, Marcella, eu já tinha combinado de ir ao centro da cidade fazer compras!". Agora vejam: eu pedi pra ela ficar com Lulu porque eu iria à praia me divertir? Por acaso estou achando maravilhoso ter que ir trabalhar na minha folga por conta da intransigência dos meus supervisores? Mamãe não admite que eu contrate alguém para ajudá-la com Ana Luiza, mas também não quer abrir mão de nada se eu tiver alguma coisa pra resolver fora do horário já estabelecido. Então é para eu parar de trabalhar e cuidar da minha própria filha, sem dar trabalho a ninguém? Alguém sabe a solução?

Daí voltamos ao ponto da dificuldade de ser mãe. É obrigação da mãe modificar seus planos, adiar projetos e anular uma parte da sua vida para dedicar-se aos filhos, e quem achar o contrário é uma mulher terrível, abominável. Assim pensam a minha própria mãe (que teve de largar faculdade e emprego para cuidar de mim) e o meu digníssimo esposo (que disse ter se decepcionado com o meu comportamento durante a gravidez apenas porque eu não passei os 9 meses suspirando com sapatinhos de bebê...). Então ele acha super natural traçar metas para o próximo ano, planejar entrar numa pós-graduação e tal, mas eu não posso pensar em nada parecido, porque existe um bebê e é meu dever abrir mão de tudo para ficar com ele. Então eu não posso querer ir ao show de Roupa Nova na próxima sexta à noite porque mamãe só fica com Ana Luiza se eu for trabalhar, não se eu for me divertir (aliás, depois de virar mãe a mulher só tem o direito de se divertir com os desenhos do Discovery Kids). E aí quando Ana Luiza tiver lá seus 3, 4 aninhos e adquirir maturidade e independência, virá outro bebê e começará tudo de novo.

Ainda bem que pelo menos eu tenho o Veleiro e minha Coca-cola de 2 litros...