O tempo passa...

Lilypie - Personal pictureLilypie Second Birthday tickers

segunda-feira, 25 de março de 2013

NA GUERRA CONTRA AS FRALDAS

 
 
Meu investimento nesse 4º ano de vida de Ana Luiza é tirá-la das fraldas. Já contei aqui que Deus não me dotou de grande paciência, então vigiar xixi de menina sempre foi uma tarefa desagradável, razão pela qual adiei esse trabalho. Mas agora a fralda já está começando a incomodar a própria Ana Luiza, de modo que resolvi ceder. Em casa ela fica só de calcinha e já combinamos de me avisar quando o xixi estiver "na portinha". Isso não tem dado certo em 100% das vezes, claro, mas embora ela nem sempre consiga avisar antes de fazer, ao menos já entendeu que tem que avisar... É um começo... :)
 
Largar a chupeta, ah, esse sim vai ser um desafio muito maior do que aprender a usar o penico...

domingo, 10 de março de 2013

MARÇO, AMIGA ATRIZ E LULU NA ESCOLA: 2013 NEWS!

Pois é, já estamos em março. Lulu completou 3 anos no último dia 3. Não quero comentar demais sobre a festinha dela, que foi muito tumultuada. Resumindo, pensei que havia contratado uma equipe de profissionais para cuidar da decoração e buffet, mas tive que lidar com amadores inexperientes e irresponsáveis que quase arruinaram esse dia tão esperado por mim e pela minha pituxa. Mas, tudo na vida é aprendizado... Sigamos em frente.

É preciso espalhar para o mundo que minha grande amiga de colégio vai estrear na nova novela das seis da Globo. Guardem esse nome: Renata Roberta. Não é porque eu a conheço desde os nossos 10 anos de idade, mas ela é uma talentosíssima atriz que o Brasil vai passar a admirar a partir de amanhã, na pele da personagem Dadá. Não vejo novelas, mas vou fazer questão de assistir dessa vez! E, Faustão, tô aguardando os convites para o Arquivo Confidencial, hein? ;)

Tô feliz por minha amiga conquistar o espaço dela, e meio taciturna por não ter descoberto ainda qual é o meu. Acho que é porque as ofertas de emprego para médicos generalistas rarearam, e pelo menos a curto e médio prazos eu não tenho condições de diminuir minha renda pela metade e ir atrás de uma especialização do tipo Residência Médica... Parece que o meu objetivo não foi plenamente alcançado. Sei lá, o clima nostálgico típico dos domingos deve estar ajudando também... Até voltei ao Veleiro!

Tem também essa solidão e a minha peculiar capacidade de me decepcionar infinitas vezes com a mesma pessoa, pelos mesmos motivos... Uma arte, essa! Devia arranjar um meio de ganhar dinheiro com essa façanha...

Ah, e Lulu entrou na escola. Incrivelmente, estranhou na primeira semana, ela que nunca estranha nada! Mas agora é só amor e carinho pelas tias Nara e Aleide, faz as tarefinhas com alegria e já tem até uma best friend pra contar as fofocas do final de semana. Coisa mais linda da vida de mamãe!...

Êita, tomara que as águas de março tragam uma forma de me livrar dessa nuvem cinza que anda pairando sobre a minha vida...










segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

PORQUE NÃO POSSO RECLAMAR DE NADA EM 2012...

"Não posso reclamar de nada
Se eu tenho você aqui
Iluminando o chão da estrada
Caminho que eu escolhi
Não posso acomodar na fala
As coisas que são pra sentir
É só olhar na minha cara
Pra ver meu coração sorrir
Você foi o melhor presente
Que tão gentilmente a vida me deu
Agora é só cuidar direito
É tudo tão perfeito
Entre você e eu..."


(Não posso reclamar de nada - Fábio Júnior)

Feliz 2013 para todos nós!

video

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

MAIS UM POST DE NATAL

Vocês hão de concordar comigo: se a gente pensar direitinho nunca vai cair nessa conversa de "magia do Natal". O mundo está aí de pernas para o ar, então chega dezembro e parece que as pessoas de repente se esquecem de tudo e embarcam nessa de "tempo de amor e de paz", "ficar perto da família", "presentear a quem se ama"... Se olharmos sem exagero, 25 de dezembro é só uma desculpa do comércio para lucrar mais às custas do nosso 13º salário... Uma bobajada sem tamanho...
 
Acontece que, caros leitores, embora possamos interpretar o Natal através da ótica de nossa experiência de vida, analisando de maneira realista o corre-corre das pessoas nos shoppings, os sorrisos ensaiados dos amigos secretos e a farsa do Papai Noel, a pergunta que eu me faço hoje é: o que nós ganhamos com isso? Sim, o que nós ganhamos sendo assim, tão adultos? Porque, meu povo, é Natal, e vai me dizer que você não se sente um pouco mais feliz nesse tempo?
 
Ana Luiza tem 2 anos e 9 meses e - por motivos óbvios - não se interessou pelos Natais anteriores. Mas neste ano parece que o significado de "festa" ficou mais claro para ela. Descobriu o Papai Noel, o Menino Jesus no Presépio e, claro, que na noite de Natal tem troca de presentes. Então hoje já acordou toda empolgada com o presente que o Papai Noel supostamente vai trazer pra ela. Consegui até fazê-la tomar o mingau todo de manhã (tem sido tarefa árdua), e antes de eu sair para o trabalho ela me prometeu que vai dormir agora à tarde para não ficar com sono na ceia.
 
Lulu não entende patavinas de "pressão comercial para aumentar lucros"; o que ela sabe é que Natal é festa, e festa tem presente. Vai usar vestido novo, ficar bonita e esperar o pai vir buscá-la pra fazer uma visitinha ao avô. Depois, vai comigo à casa da avó, comer bolo e ganhar os presentes que a tia prometeu trazer. Tudo bem simples, sem muito alarde. E sem as análises frias e realistas da vida adulta...
 
Então hoje eu faço a você o seguinte convite: esqueça que já passou dos 12 anos e tenha pensamentos de criança sobre o Natal. Certamente alguém te magoou esse ano, talvez os amigos nem sejam mais tão próximos como antes, mas permita-se ficar feliz apenas pelo fato de que hoje é uma noite de festa. Estou aqui de plantão até às 19h, mas não apareceu criança alguma para ser atendida. Sabe por quê? Porque hoje elas devem estar tão felizes pensando nos presentes que nem se sentem doentes. Saúde também é um estado de espírito, não?
 
Feliz Natal!

sábado, 22 de dezembro de 2012

POR QUE ÀS VEZES É MELHOR TER BABÁ...

Eu sou uma privilegiada mãe-que-trabalha-fora-e-não-tem-babá. Graças à ajuda da creche, da avó e da tia coruja, Ana Luiza não precisou ainda de cuidados de terceiros de procedência duvidosa. Uma super vantagem neste mundo de hoje! Mas, obviamente, também tem os seus revés...
 
Eu e o pai de Ana Luiza entramos num "acordo de cavalheiros" sobre os cuidados com ela, enquanto nossa situação conjugal não estiver plenamente definida. Assim, ele fica com ela todos os domingos, e quando eu tenho alguma programação especial neste dia a gente combina um outro. Tem dado certo para ambos. Mas, embora o assunto esteja caminhando bem entre os pais, a situação delicada acontece com os outros "cuidadores". Porque - tenho que admitir - minha filha é um poço de charme e beleza, de modo que todo mundo quer passar o domingo com ela. Nesse ponto começa a confusão.
 
Já deu para perceber que minha mãe não é exatamente uma mulher desprendida, capaz de deixar as filhas tomarem suas próprias decisões na vida. E por ela o ramo paterno da árvore genealógica de Ana Luiza poderia ser jogado no fogo: ela já tem uma mãe, uma avó, duas tias, dois tios, pra quê mais? Não há argumento sensato que mude esta opinião. Por isso, toda semana que eu digo "O pai de Ana Luiza vem buscá-la no domingo pela manhã", a ladainha recomeça: minha mãe já havia feito inúmeras programações para a neta no domingo e acha um absurdo que não possa concretizá-las.
 
A facilidade da babá é que você diz "Quem decide sou eu" e a conversa está encerrada. Vai tentar fazer isso com a minha mãe! A conversa nunca se encerra! Eu preciso trabalhar e não tenho outra opção, deixo Ana Luiza na casa de mamãe para o pai pegá-la por volta das 9h. Mas é por volta de! Convivi 14 anos com esse homem e certamente não casei com ele por causa de sua pontualidade britânica. Tem necessidade de toda semana eu escutar queixa de mamãe pelo fato dele se atrasar na hora de buscar a menina?
 
Contar com a ajuda da avó é uma enorme vantagem, mas o grande problema é que avós muitas vezes não sabem separar "ajudar" de "tomar conta". Atendo crianças em consultórios e sei do que estou falando. Pergunto coisas sobre o menino e a avó toma a frente da situação, sempre com a história de que "a mãe trabalha e/ou estuda, quem cuida dele sou eu". A pobre mulher precisa trabalhar e/ou estudar, fica afastada do filho durante boa parte do dia, e ainda não tem o direito nem de participar ativamente da consulta pediátrica! Não é fácil não!
 
Isso é só um desabafo. Sei que a palavra final é da mãe e do pai e a avó pode espernear até cansar. Mas que é chato ouvir ladainha semanalmente, isso é...
 
Bom, mas é Natal. Vamos manter os ânimos tranquilos... :)
 
 

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

SOBRE RESPEITAR O TERRITÓRIO DOS FILHOS

Essa blogosfera toda nadando em posts sobre a maternidade, e eu aqui pensando: será que, no fundo, ser mãe é um eterno "repetir"? Quero dizer, será que Ana Luiza, algum dia, vai sentar-se à frente do computador (ou coisa que o valha) e escrever sobre o quanto a mãe dela pode ser injusta às vezes?

Carece explicar o motivo dessas palavras. Mãe é um ser de quem brota um amor infinito e incondicional. A minha não é diferente. Mas da mesma boca de onde nascem cantigas de ninar também saem palavras tão duras, capazes de magoar durante um bom tempo. Palavras ditas pela mãe têm o poder de consolar mais do que quaisquer outras, entretanto também cortam profundamente quando mal empregadas. Mais do que quaisquer outras...

Imagino que seja difícil aceitar que aquele bebê de quem você trocou fralda, cuidou e decidiu tudo, cresceu e se tornou um ser pensante. Mas, sabe, isso tem que acontecer. Começa no dia em que ele entra na escola, e passa ao menos 4 horas fazendo coisas que estão fora do alcance de seu olhar de mãe. É um constante exercício de desapego, saudável para ambos. A criança se torna um adulto seguro, e a mãe tem a reconfortante sensação do dever cumprido. É aquela velha máxima que já se tornou clichê: criamos os filhos para o mundo...

Certamente Ana Luiza vai dizer que a mãe dela é muito injusta às vezes. Mas ela também saberá que eu pedirei desculpas. A questão é essa: a gente erra e ainda vai errar. Não custa pedir desculpas. Padre Fábio de Melo falou certa vez: mesmo sendo mãe, é preciso saber respeitar o território do outro. É filho, mas é outra pessoa, tem planos, opiniões. Às vezes a mãe acha que os 9 meses passados dentro do útero tornam o filho um "produto", sobre o qual ela tem todos os direitos. Mesmo para as crianças, isso não pode ser de todo verdade. Imagine para uma mulher de 30 anos...

O que eu definitivamente não quero é que Ana Luiza fique magoada como estou agora. Eu sei que vou magoá-la algumas vezes, mas espero que ela diga a mim o que está sentindo, para que eu possa pedir desculpas. Desculpar-se é nobre, e às vezes o bastante para aparar arestas. Reconhecer que, mesmo com a melhor das intenções, agiu de modo errado, em muitos casos é o suficiente. O amor que o filho sente pela mãe não diminui com a mágoa, mas dói, muito mesmo, perceber que seu limite não foi respeitado pela pessoa que você tanto ama.

E acho que esse também é um assunto no qual nós, mães dessa blogosfera, devemos pensar...


segunda-feira, 22 de outubro de 2012

QUANDO O VIRTUAL SE TORNA REAL

Ana Luiza era uma coisica de nada, que só fazia mamar (oi?), dormir e chorar o dia todo, quando eu resolvi mudar o foco desse Veleiro. De um blog comum ele passou a navegar nessas águas revoltas da maternidade. Conheci outras mães que, assim como eu, lidavam com a difícil rotina de balançar bebê-fazer mingau-trocar fralda-tentar dormir, e que me mostraram que sim, pode existir vida durante a infância dos filhos...

Tenho uma lista de blogs os quais acompanho, embora hoje nem tão frequentemente assim. Mulheres dos quatro cantos do país, com suas particularidades e costumes, mas unidas nessa luta de criar os filhos da melhor maneira possível. Aí, depois de anos acompanhando o crescimento dos pimpolhos alheios, dá aquela vontadezinha de conhecer pessoalmente essas pessoas tão importantes pra gente. Foi aí que a ideia de uma viagem até o Rio Grande do Sul apareceu.

Na verdade sempre quis conhecer a Serra Gaúcha. Coisa de nordestina, cansada de tanto calor e praia, doida pra sentir um friozinho... Programei férias, comprei passagem e escolhi hotel. Desembarquei em Porto Alegre com Lulu e tudo, seguimos até Gramado, comi chocolate, andei de Maria Fumaça tomando vinho... Mas um dos dias já estava reservado para visitar São Francisco de Paula e, enfim, encontrar uma amiga virtual tão querida, a Ju Dalzoto, do Mil Faces de Juliana. E olha, não é que deu certo?

Tem pessoas que aparecem na nossa vida de um jeito pouco provável, mas são capazes de nos fazerem um bem tão grande que deviam sempre estar assim, pertinho da gente. Foi uma tarde muito legal, colocando fofocas em dia, apresentando nossas crianças - Ana Luiza, Lucas e Miguel - que, em última análise, são a razão de nos conhecermos. Eu que vivo em uma grande cidade, na pressa do dia-a-dia, adorei sentir a paz de uma cidade pequena, onde a vida passa devagar e as pessoas tem tempo para tomar café com bolo no final da tarde. E Lulu, criada em apartamento, pôde correr livre com seu novo amiguinho Lucas.

Vou levar uma saudade danada na mala de volta. Ainda bem que avião não falta pra retornar um dia!


 Eu e Ju


Lulu e Lucas (atrevida nada, essa minha filha...)