segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

PORQUE NÃO POSSO RECLAMAR DE NADA EM 2012...

"Não posso reclamar de nada
Se eu tenho você aqui
Iluminando o chão da estrada
Caminho que eu escolhi
Não posso acomodar na fala
As coisas que são pra sentir
É só olhar na minha cara
Pra ver meu coração sorrir
Você foi o melhor presente
Que tão gentilmente a vida me deu
Agora é só cuidar direito
É tudo tão perfeito
Entre você e eu..."


(Não posso reclamar de nada - Fábio Júnior)

Feliz 2013 para todos nós!

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segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

MAIS UM POST DE NATAL

Vocês hão de concordar comigo: se a gente pensar direitinho nunca vai cair nessa conversa de "magia do Natal". O mundo está aí de pernas para o ar, então chega dezembro e parece que as pessoas de repente se esquecem de tudo e embarcam nessa de "tempo de amor e de paz", "ficar perto da família", "presentear a quem se ama"... Se olharmos sem exagero, 25 de dezembro é só uma desculpa do comércio para lucrar mais às custas do nosso 13º salário... Uma bobajada sem tamanho...
 
Acontece que, caros leitores, embora possamos interpretar o Natal através da ótica de nossa experiência de vida, analisando de maneira realista o corre-corre das pessoas nos shoppings, os sorrisos ensaiados dos amigos secretos e a farsa do Papai Noel, a pergunta que eu me faço hoje é: o que nós ganhamos com isso? Sim, o que nós ganhamos sendo assim, tão adultos? Porque, meu povo, é Natal, e vai me dizer que você não se sente um pouco mais feliz nesse tempo?
 
Ana Luiza tem 2 anos e 9 meses e - por motivos óbvios - não se interessou pelos Natais anteriores. Mas neste ano parece que o significado de "festa" ficou mais claro para ela. Descobriu o Papai Noel, o Menino Jesus no Presépio e, claro, que na noite de Natal tem troca de presentes. Então hoje já acordou toda empolgada com o presente que o Papai Noel supostamente vai trazer pra ela. Consegui até fazê-la tomar o mingau todo de manhã (tem sido tarefa árdua), e antes de eu sair para o trabalho ela me prometeu que vai dormir agora à tarde para não ficar com sono na ceia.
 
Lulu não entende patavinas de "pressão comercial para aumentar lucros"; o que ela sabe é que Natal é festa, e festa tem presente. Vai usar vestido novo, ficar bonita e esperar o pai vir buscá-la pra fazer uma visitinha ao avô. Depois, vai comigo à casa da avó, comer bolo e ganhar os presentes que a tia prometeu trazer. Tudo bem simples, sem muito alarde. E sem as análises frias e realistas da vida adulta...
 
Então hoje eu faço a você o seguinte convite: esqueça que já passou dos 12 anos e tenha pensamentos de criança sobre o Natal. Certamente alguém te magoou esse ano, talvez os amigos nem sejam mais tão próximos como antes, mas permita-se ficar feliz apenas pelo fato de que hoje é uma noite de festa. Estou aqui de plantão até às 19h, mas não apareceu criança alguma para ser atendida. Sabe por quê? Porque hoje elas devem estar tão felizes pensando nos presentes que nem se sentem doentes. Saúde também é um estado de espírito, não?
 
Feliz Natal!

sábado, 22 de dezembro de 2012

POR QUE ÀS VEZES É MELHOR TER BABÁ...

Eu sou uma privilegiada mãe-que-trabalha-fora-e-não-tem-babá. Graças à ajuda da creche, da avó e da tia coruja, Ana Luiza não precisou ainda de cuidados de terceiros de procedência duvidosa. Uma super vantagem neste mundo de hoje! Mas, obviamente, também tem os seus revés...
 
Eu e o pai de Ana Luiza entramos num "acordo de cavalheiros" sobre os cuidados com ela, enquanto nossa situação conjugal não estiver plenamente definida. Assim, ele fica com ela todos os domingos, e quando eu tenho alguma programação especial neste dia a gente combina um outro. Tem dado certo para ambos. Mas, embora o assunto esteja caminhando bem entre os pais, a situação delicada acontece com os outros "cuidadores". Porque - tenho que admitir - minha filha é um poço de charme e beleza, de modo que todo mundo quer passar o domingo com ela. Nesse ponto começa a confusão.
 
Já deu para perceber que minha mãe não é exatamente uma mulher desprendida, capaz de deixar as filhas tomarem suas próprias decisões na vida. E por ela o ramo paterno da árvore genealógica de Ana Luiza poderia ser jogado no fogo: ela já tem uma mãe, uma avó, duas tias, dois tios, pra quê mais? Não há argumento sensato que mude esta opinião. Por isso, toda semana que eu digo "O pai de Ana Luiza vem buscá-la no domingo pela manhã", a ladainha recomeça: minha mãe já havia feito inúmeras programações para a neta no domingo e acha um absurdo que não possa concretizá-las.
 
A facilidade da babá é que você diz "Quem decide sou eu" e a conversa está encerrada. Vai tentar fazer isso com a minha mãe! A conversa nunca se encerra! Eu preciso trabalhar e não tenho outra opção, deixo Ana Luiza na casa de mamãe para o pai pegá-la por volta das 9h. Mas é por volta de! Convivi 14 anos com esse homem e certamente não casei com ele por causa de sua pontualidade britânica. Tem necessidade de toda semana eu escutar queixa de mamãe pelo fato dele se atrasar na hora de buscar a menina?
 
Contar com a ajuda da avó é uma enorme vantagem, mas o grande problema é que avós muitas vezes não sabem separar "ajudar" de "tomar conta". Atendo crianças em consultórios e sei do que estou falando. Pergunto coisas sobre o menino e a avó toma a frente da situação, sempre com a história de que "a mãe trabalha e/ou estuda, quem cuida dele sou eu". A pobre mulher precisa trabalhar e/ou estudar, fica afastada do filho durante boa parte do dia, e ainda não tem o direito nem de participar ativamente da consulta pediátrica! Não é fácil não!
 
Isso é só um desabafo. Sei que a palavra final é da mãe e do pai e a avó pode espernear até cansar. Mas que é chato ouvir ladainha semanalmente, isso é...
 
Bom, mas é Natal. Vamos manter os ânimos tranquilos... :)
 
 

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

SOBRE RESPEITAR O TERRITÓRIO DOS FILHOS

Essa blogosfera toda nadando em posts sobre a maternidade, e eu aqui pensando: será que, no fundo, ser mãe é um eterno "repetir"? Quero dizer, será que Ana Luiza, algum dia, vai sentar-se à frente do computador (ou coisa que o valha) e escrever sobre o quanto a mãe dela pode ser injusta às vezes?

Carece explicar o motivo dessas palavras. Mãe é um ser de quem brota um amor infinito e incondicional. A minha não é diferente. Mas da mesma boca de onde nascem cantigas de ninar também saem palavras tão duras, capazes de magoar durante um bom tempo. Palavras ditas pela mãe têm o poder de consolar mais do que quaisquer outras, entretanto também cortam profundamente quando mal empregadas. Mais do que quaisquer outras...

Imagino que seja difícil aceitar que aquele bebê de quem você trocou fralda, cuidou e decidiu tudo, cresceu e se tornou um ser pensante. Mas, sabe, isso tem que acontecer. Começa no dia em que ele entra na escola, e passa ao menos 4 horas fazendo coisas que estão fora do alcance de seu olhar de mãe. É um constante exercício de desapego, saudável para ambos. A criança se torna um adulto seguro, e a mãe tem a reconfortante sensação do dever cumprido. É aquela velha máxima que já se tornou clichê: criamos os filhos para o mundo...

Certamente Ana Luiza vai dizer que a mãe dela é muito injusta às vezes. Mas ela também saberá que eu pedirei desculpas. A questão é essa: a gente erra e ainda vai errar. Não custa pedir desculpas. Padre Fábio de Melo falou certa vez: mesmo sendo mãe, é preciso saber respeitar o território do outro. É filho, mas é outra pessoa, tem planos, opiniões. Às vezes a mãe acha que os 9 meses passados dentro do útero tornam o filho um "produto", sobre o qual ela tem todos os direitos. Mesmo para as crianças, isso não pode ser de todo verdade. Imagine para uma mulher de 30 anos...

O que eu definitivamente não quero é que Ana Luiza fique magoada como estou agora. Eu sei que vou magoá-la algumas vezes, mas espero que ela diga a mim o que está sentindo, para que eu possa pedir desculpas. Desculpar-se é nobre, e às vezes o bastante para aparar arestas. Reconhecer que, mesmo com a melhor das intenções, agiu de modo errado, em muitos casos é o suficiente. O amor que o filho sente pela mãe não diminui com a mágoa, mas dói, muito mesmo, perceber que seu limite não foi respeitado pela pessoa que você tanto ama.

E acho que esse também é um assunto no qual nós, mães dessa blogosfera, devemos pensar...


segunda-feira, 22 de outubro de 2012

QUANDO O VIRTUAL SE TORNA REAL

Ana Luiza era uma coisica de nada, que só fazia mamar (oi?), dormir e chorar o dia todo, quando eu resolvi mudar o foco desse Veleiro. De um blog comum ele passou a navegar nessas águas revoltas da maternidade. Conheci outras mães que, assim como eu, lidavam com a difícil rotina de balançar bebê-fazer mingau-trocar fralda-tentar dormir, e que me mostraram que sim, pode existir vida durante a infância dos filhos...

Tenho uma lista de blogs os quais acompanho, embora hoje nem tão frequentemente assim. Mulheres dos quatro cantos do país, com suas particularidades e costumes, mas unidas nessa luta de criar os filhos da melhor maneira possível. Aí, depois de anos acompanhando o crescimento dos pimpolhos alheios, dá aquela vontadezinha de conhecer pessoalmente essas pessoas tão importantes pra gente. Foi aí que a ideia de uma viagem até o Rio Grande do Sul apareceu.

Na verdade sempre quis conhecer a Serra Gaúcha. Coisa de nordestina, cansada de tanto calor e praia, doida pra sentir um friozinho... Programei férias, comprei passagem e escolhi hotel. Desembarquei em Porto Alegre com Lulu e tudo, seguimos até Gramado, comi chocolate, andei de Maria Fumaça tomando vinho... Mas um dos dias já estava reservado para visitar São Francisco de Paula e, enfim, encontrar uma amiga virtual tão querida, a Ju Dalzoto, do Mil Faces de Juliana. E olha, não é que deu certo?

Tem pessoas que aparecem na nossa vida de um jeito pouco provável, mas são capazes de nos fazerem um bem tão grande que deviam sempre estar assim, pertinho da gente. Foi uma tarde muito legal, colocando fofocas em dia, apresentando nossas crianças - Ana Luiza, Lucas e Miguel - que, em última análise, são a razão de nos conhecermos. Eu que vivo em uma grande cidade, na pressa do dia-a-dia, adorei sentir a paz de uma cidade pequena, onde a vida passa devagar e as pessoas tem tempo para tomar café com bolo no final da tarde. E Lulu, criada em apartamento, pôde correr livre com seu novo amiguinho Lucas.

Vou levar uma saudade danada na mala de volta. Ainda bem que avião não falta pra retornar um dia!


 Eu e Ju


Lulu e Lucas (atrevida nada, essa minha filha...)

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

SE VOCÊ ESTÁ CONTENTE...

6 da manhã. Quarto ainda escuro. De repente escuto uma voz de longe, que vai ficando mais forte à medida que vou vencendo o sono:

"Lá-lá-lá... Lá-lá-lá... Tata páma! (clap,clap,clap)"

Que doidice é essa?

"Lá-lá-lá... Lá-lá-lá... Tata páma! (clap,clap,clap)"


A essa altura, já acordei...

"Xi vecê tá tontente, té lalá te ti tente
"Lá-lá-lá... Lá-lá-lá... Tata páma! (clap,clap,clap)"

E assim continuou, afinal de contas, se você está contente bate palmas, bate os pés, grita viva...

Tem como não começar o dia sorrindo?

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

MAMOPLASTIA REDUTORA

Olá, pessoas! Aqui estou eu de volta. As postagens estão ficando cada vez mais raras. Isso deve acontecer com todos que já tiveram blog um dia, com o passar do tempo a empolgação de contar suas novidades vai desaparecendo. Mas não quero deixar o Veleiro morrer, vamos dar uma faxinada nisso aqui.

Estou de molho na casa da minha mãe desde a última quarta-feira. Resolvi superar o medo-bobo-de-morrer-que-todo-mundo-tem e fiz minha mamoplastia redutora (um nome chique para "suspensão de peitos"). O negócio por aqui era caidaço desde a adolescência, depois de Lulu só piorou. Cansei de usar sutiã largo e feio: me rendi aos avanços da cirurgia plástica.

Às que pretendem passar pela faca algum dia, um aviso: dói. Não na hora (Deus abençoe o inventor da anestesia geral), mas em todos os dias subsequentes. E fica feio pelo menos por uns dois meses, por causa do inchaço e dos hematomas (no meu caso, bem visíveis, graças ao meu bronzeado natural). Ainda estou na fase de olhar pra baixo e pensar: "Senhor, tomara que isso melhore!". Sou médica, mas esqueci tudo sobre recuperação no pós-operatório...

Não posso segurar Lulu no braço, por isso vim pra cá. Ela, por sinal, fica bem impressionada na hora que minha mãe me ajuda a trocar os curativos: "É dodói, mamãe?". Um olhão arregalado como se pensasse que nunca mais irá ver o peito do jeito que ele foi um dia... rsrsrs

Enfim, tô aqui, de repouso. Pode ser que isso me dê tempo de visitar essa blogosfera mais vezes!

Beijos!

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

O MONSTRO DO DESFRALDE

Não sei como foi - ou está sendo - com vocês, mas desfralde é um assunto que me dá arrepios. Talvez seja porque ele é extremamente necessário e demanda tooooda aquela paciência materna, a qual possuo em quantidades limitadíssimas. Mas certo dia atendi na urgência uma menina de 5 anos que ainda usava fraldas, das gigantes (menina grande, fralda maior ainda), então veio um pavor de andar com Ana Luiza daquele tamanho e ainda carregar um pacote de Super Sec... Pensei: tá na hora, Marcella, você é uma mulher ou um rato? Hum... Posso pensar?

É claro que já tentei. Comprei uma cadeirinha do xixi cheia de pra-quê-isso, só falta falar. Lulu se interessou por ela nos primeiros dias, coloquei-a na sala, vai que Uniqua e sua turma colaborassem no processo... Depois que a novidade passou, a cadeira do xixi virou banquinho pras bonecas. Pensei então em tirar a fralda, deixá-la só de calcinha, porque Lulu tem uma coleção de calcinhas desde que nasceu (a avó dela deve ter algum TOC com bebês que usam apenas fralda, Lulu já saiu da maternidade com roupa de baixo...). Resultado: o esperado xixi esparramado pelo chão. Na segunda vez me deu uma angústia sem tamanho. Desisti e pus a fralda outra vez.

Super Nanny me reprovaria na 1ª visita dizendo que Ana Luiza manda em mim. Minha culpa, eu assumo. Vocês não tem noção do que significa contrariar aquela criaturinha. E quando isso acontece, instintivamente penso: ai, não, Lulu, vai começar a gritar e atirar todas as coisas que estiverem ao seu alcance no chão? Game over, vai ser do jeito que você quer, só não me dê mais aperreios do que já tenho!!!

Não, eu sei, não é uma atitude madura de minha parte. Mas tô falando isso por causa do desfralde.

- Quer fazer xixi, Lulu?
- Qué não, bigáda.
- Senta aqui só um pouquinho...
- Qué nããão, bigáááda!
- Mas tu tomou um copão de suco há meia hora...
- AAAAAA!!! (Chupeta voando) QUÉÉÉ NÃÃÃO! (Mãe saindo da sala. Fim)

Aff... Mas esse desfralde tem que começar um dia, e vou tentar que seja amanhã. O danado é que não fico com ela o dia todo, e tem essa lenda de que, uma vez começado o desfralde, não pode parar mais, senão nasce uma verruga no nariz (oi?). Putz, mas eu preciso começar isso...

Enfim, tô no plantão e já tem paciente chamando. Depois volto com as novidades.

See you later!






quarta-feira, 1 de agosto de 2012

LULU FOTOGÊNICA

Espantando a poeira desse blog... Já perceberam que o Facebook é mais rápido? Acho que por isso tenho vindo menos aqui... Também tenho andado às voltas com um novo paquerinha que me ignora... Isso tem tomado bastante meu tempo! rsrsrs

Lulu vem crescendo numa velocidade que espanta. Conta de 1 a 20, sabe dizer o que quer, desenvolveu inúmeras habilidades... Vem dobrando também a quantidade de birras, o que é esperado...



Novas fotos, pois.

sábado, 23 de junho de 2012

DÁ LICENÇA, QUE NO NORDESTE É SÃO JOÃO!

Parar dois minutos nessa vida corrida pra falar sobre a festa mais animada do Nordeste: o São João. E me perdoem as amigas de outras regiões, mas não há melhor arraiá do que os daqui! =)




Como vocês podem ver, a mãe de Lulu está bem gordinha... E ainda nem começou a comer comidinhas de milho... Na 1ª semana de julho, academia JÁ!

Na verdade, vou passar a noite de São João - hoje - trancada no hospital, atendendo os meninos que vão chegar com crise de asma por causa das fogueiras... Mas, enfim, quem mandou ser pediatra, né?

Bom São João!

quinta-feira, 31 de maio de 2012

APELO À NOSSA SENHORA DA FALTA DE APETITE

Lulu tá fazendo um regime tão pesado que meu sonho era ser ela. Explico: meu dinossaurozinho que comida de um t-u-d-o resolveu fechar a boca e viver de brisa. Simples assim. Ou seja, enquanto a mãe escreve no blog bebendo uma Coca gelada, a criatura em fase de crescimento dessa casa recusa-se a tomar o mingau.

Se mingau com biscoito está difícil de entrar por aquela boquinha, imaginem só o trio arroz-feijão-carne! Iogurte, se eu pedir muito, ela ainda aceita umas duas colheradas. Realmente não sei como ela consegue se manter em pé - e ativa daquele jeito - comendo tanto quanto um passarinho... Se a menos ela me revelasse o segredo...

Em síntese, mães de plantão, ajudem-me: isso é fase? Mal dos dois anos? Lombriga??? (Antes fosse este último, que eu saberia como lidar! :D)

Porque por aqui quem anda emagrecendo nitidamente é a pessoa errada...

sábado, 28 de abril de 2012

O QUE É SER UMA BOA MÃE?

Tenho tido alguns momentos de descontrole emocional materno nestes últimos dias, semelhantes aos que freqüentemente aconteciam quando Ana Luiza nasceu. Tem horas que me sinto tão sobrecarregada nessa missão de cuidar de uma criança que não agüento, sento e choro. O mais engraçado disso tudo é geralmente Lulu está perto, senta também, diz "Num chóla, mamãe... Deita aqui, deita...", e me faz deitar a cabeça no colo pra que ela possa fazer carinho... Já ofereceu até a chupeta! #choromaisainda

Imagino que não seja necessário dizer o quanto criar filho dá trabalho. Todas as mães que lêem isso aqui sabem de cor os malabarismos que precisamos fazer para entreter uma criança durante o dia. Minha sala de estar tem mais brinquedos que móveis; na varanda ainda não consegui espaço para uma rede, mas certamente já achei para o cavalinho de madeira de Lulu; minhas canetas TODAS já estão sem tampa e destinam-se a colorir as figurinhas do caderno de desenho dela... Eu, que mal assisto à TV, estou cogitando comprar uma maior (a minha tem 20") somente para Ana Luiza poder admirar Uniqua e sua turma com mais nitidez... Tenho procurado um cantinho da minha vida que não esteja preenchido por essa cabritinha de 2 anos e não consigo encontrar...

Isso é lindo, mas - na prática - sufoca. Não sei se acontece com todas as mães (às vezes leio coisas que fazem parecer que a maternidade é um eterno conto de fadas), mas sufoca a mim, e nem é novidade dizer isso. Porque tenho saudades do tempo em que decidia a hora de me levantar da cama, e olhem que nunca fui de dormir até às 10 da manhã! Tenho saudades de quando podia planejar o que fazer no meu sábado livre, e quando conseguia cumprir meus horários de estudo sem ser interrompida por gritos de "Quélo vê Cocó (leia-se Galinha Pintadinha no Youtube)!". Tenho saudades do tempo em que eu era somente "eu", e não "mamãe".

Por isso tenho pensado sobre o que é ser uma boa mãe. Porque não aprendi a cozinhar para preparar comidinha saudável para Ana Luiza: hoje, por sinal, almoçamos miojo (não me orgulho disso, mas foi o jeito). Não deixei de tomar coca-cola nem durante e nem depois da gravidez: meu leite materno devia ter gosto de refrigerante (será que foi por isso que Lulu não quis mamar? Ela nem gosta de Coca...). Ainda não comecei o desfralde porque é preciso toda uma disposição para suportar dias de xixi esparramado pelo chão, a mesma disposição que deveria ter para ensinar Lulu a abrir a boca e escovar os dentes (e não apenas comer a pasta...). Eu venho tentando me encaixar nessa coisa de "ser mãe" com todas as letras, mas não tenho tido resultados muitos promissores...

Bem, é isso... Muita reflexão para uma tarde nublada... Vou cuidar da vida que amanhã tenho um concurso pra fazer... Beijos a todos!


sábado, 21 de abril de 2012

ATENÇÃO: POST CONTENDO DOSES DE DESESPERO

Então, como essa blogosfera é recheada de mães, vamos ao desabafo: gente, não tô aguentando mais! O que são esses 2 anos? O que é essa menina cheia de birras e vontades que deixaram aqui no lugar do meu bebezinho amoroso e tranquilo (oi?)? Alguém pode me explicar como isso aconteceu?

Está extremamente difícil manter a sanidade mental nesta casa porque não se assiste a mais nada na televisão que não seja Discovery Kids, não se lê mais nada que não sejam histórias infantis, não se fica um minuto sem estar rodeada de brinquedos e coisas parecidas. E eu tenho uma vida além desse ofício de mãe! A maternidade nunca foi meu objetivo principal (já disse isso aqui?)!

Minha cabeça vai explodir!





terça-feira, 10 de abril de 2012

LUTO - SOBRE A EFEMERIDADE DA VIDA

No domingo de Páscoa a mãe de uma grande amiga de infãncia sofreu um grave acidente de carro e acabou falecendo. Sabe aquela turma de meninas do colégio, que se reúnem umas nas casas das outras, e cujas mães acabam cuidando de todas como se fossem suas filhas? Pois é, era assim. Por isso foi inevitável sentir a perda de dona Graça como se também nós estivéssemos perdendo um parente querido. Porque mãe deveria ser eterna, e quem acha isso levanta a mão! o/

A vida é um sopro. A irmã de uma paciente que morreu durante o meu plantão disse essa frase pra mim. A vida é um sopro: cuide de quem você ama, esteja próximo daqueles que lhe são caros. Ninguém pode garantir que teremos essa chance amanhã. Fazemos planos bestas sobre o que vamos fazer no próximo final de semana, nas próximas férias; deixamos para dar depois o abraço que poderia ser dado hoje. E quem garante que o amanhã virá, para nós ou para os outros? Claro que a esperança de que cheguemos em casa sãos e salvos após um dia de trabalho é o que move a vida, e não poderia ser de outra forma. Mas também não podemos perder de vista a certeza da efemeridade dessa existência. Cada minuto desperdiçado é um minuto perdido: não volta, por mais que queiramos. Minha amiga, grávida de 6 meses, chorava dizendo que não tinha tido oportunidade de desejar "Feliz Páscoa" à sua mãe. Tudo tão de repente, num piscar de olhos um carro fazendo uma ultrapassagem proibida em alta velocidade destruiu a vida de uma família. E isso pode acontecer a qualquer hora, com qualquer um.

Eu já escrevi posts parecidos, porque toda vez que alguém próximo morre brota dentro de mim esse sentimento de carpe diem. Aproveitar a vida, cuidar de pai, mãe, filhos, irmãos, amigos... Não se conformar em viver um dia-a-dia mais ou menos, mas, ao contrário, buscar um jeito de fazer da rotina um prazer. Ter coragem para mudar suas escolhas, se estas deixarem de ser as mais corretas. Trabalhar o suficiente para pagar as contas e se divertir, e não viver juntando patrimônio: dinheiro foi feito pra gastar e passar troco, só isso. Se pensarmos direitinho, tem tanta coisa simples que a gente deixa de fazer sei lá por quê! Tem tanta mágoa besta que guardamos dos outros, às vezes da nossa própria família, por motivos tão pequenos! E o tempo passa tão rápido!...

Enfim, dona Graça partiu, fez realmente a Páscoa, já que essa palavra em hebraico significa Passagem. Deixou um marido enlutado, após quase 35 anos de casamento, três filhos biológicos e outros tanto - como eu - que se sentiam adotados por ela, e dois netinhos, um deles ainda no ventre da mãe. E esse post não tem a intenção de ser triste, apenas de nos levar a uma reflexão. É um convite para que analisemos a que estamos dando prioridade na nossa vida, e quem sabe, para que decidamos mudar o rumo de nossa própria história, quando ainda há tempo. Porque enquanto existir vida, caros leitores, podem ter certeza, ainda há tempo.

Até a próxima!

quarta-feira, 28 de março de 2012

CADÊ MARCELLA???

Sabem por que não tenho vindo muito aqui? Primeiro, porque meu humor anda flutuando bastante, e não quero que o Veleiro volte a ser depositário de minhas lamentações. Que blog chato aquele em que a autora só vive postando os infortúnios de sua pobre vida! Não quero que este seja o comentário dos que passam por aqui!

Em segundo lugar, porque comecei uma nova graduação e tenho andado bastante ocupada. Estou fazendo Direito na Universidade. Comecei para ocupar minha cabeça com coisas que não fossem tristes, mas até que venho gostando de pensar em outros assuntos que não façam parte da medicina. Aliás, nem sei mais se a medicina é mesmo a minha vocação... Mas não estou preocupada em decidir iss agora, apenas aproveitando oportunidades que surgiram. Só digo que meu novo curso tem me feito bem.

É isso. Foi só um "en passant" rápido. Beijos a tod@s!

terça-feira, 6 de março de 2012

CARTA A LULU, NO SEU SEGUNDO ANIVERSÁRIO

Meu anjinho,

como sempre, mamãe estava mais do que ocupada no final de semana do seu aniversário, sem falar que nosso computador está na UTI, de modo que mais uma vez seu post vem atrasado. Não tem problema, eu sei: sempre é dia de dizer que te amo.

Mais um aninho se passou na sua vida, meu (nem tanto) bebê, e esse foi cheio de novidades, hein? Nova casa, nova rotina, nova vida ao lado da sua mamãe, formando a nossa "dupla dinâmica"! E como, Lulu, eu tenho que agradecer a Deus por você ter estado comigo nesses últimos 12 meses!... Cada dia que você me olhou com um sorriso no rosto pra me dizer que tudo ficaria bem e que eu não estava sozinha... Cada vez que eu fui obrigada a levantar da cama - de onde eu não tinha vontade de sair - só porque você estava na sala pedindo pra colocar DVDs e dançar... Se você não estivesse comigo, sabe-se lá por onde eu andaria agora!...

Superamos tudo e arrumamos nosso apartamento do nosso jeito, cheio de brinquedos pelos 4 cantos, com um escritório formado pela minha mesa de livros e a sua mesa de lápis de cor, compartilhando a cama (sim, por que não?) para que nenhuma das duas dormisse sozinha... Você aprendeu o nome de tudo rapidinho, pra me ajudar quando preciso de algo que está longe do alcance das mãos... E fica quietinha assistindo TV quando eu preciso descer pra buscar alguma coisa no carro (e te deixo sozinha por alguns minutos...).

Sou muito privilegiada por poder acompanhar seu crescimento. Não há dinheiro que pague, por isso desisti de um dos empregos pra ficar mais tempo com você. E não me arrependo! Neste último ano descobri a beleza de ser sua mãe integralmente, mesmo nos dias de plantão, e tenho minha recompensa quando vejo seus olhinhos sorrirem confiantes porque eu estou ao seu lado. Você realmente não sente falta de nada. E poder te proporcionar isso é a melhor sensação do mundo.

Então, amor, feliz aniversário. Mamãe fez uma festa que não chega nem aos pés do que você merece, mas você se divertiu tanto que valeu a pena. Quero que todos os teus dias sejam assim, alegres, cheios de novidades, e pode ter certeza de que farei tudo para que isso aconteça. Porque você é a única razão de eu poder dizer hoje, depois de tudo o que aconteceu, que sou FELIZ DE VERDADE.

Um beijo, meu amorzinho!...


quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

LULU DODÓI...

Ana Luiza tá doente. Desde o último domingo ela se encheu de carocinhos, da cabeça aos pés, que provocam uma coceira danada... Pensei em catapora (mesmo ela tendo sido vacinada, não impede de ter a doença), depois em alergia a picada de insetos, até em escabiose (sei lá...), mas nada do que eu vinha fazendo surtia efeito. Ontem levei-a para a coordenadora da Pediatria do hospital onde eu trabalho dizer sua opinião, e nem assim chegamos a uma conclusão! Amanhã vou levá-la a um grande hospital universitário daqui do Recife para o chefe do departamento de Dermatologia dizer o que ele acha. O homem é o "Doutor House" das doenças de pele, não é possível que não tenha um diagnóstico!

Por enquanto, tô usando um antialérgico forte pra tentar compensar a agonia daquelas coceiras sem fim. Não tá dando muito resultado, mas pelo menos é alguma coisa a ser feita, porque não posso ficar de braços cruzados! De tanto coçar, já estão virando feridinhas por toda a pele. A noite é uma guerra, quem consegue pegar no sono com o corpo coçando? Minha menininha chora, chora, chora... Ao menos não tem febre, nem falta de apetite, moleza, esses sintomas que normalmente acompanham qualquer enfermidade. Mas só as coceiras já bastam!

Dó do meu bebê!... =(





terça-feira, 17 de janeiro de 2012

ASSIM VOCÊ MATA O PAPAI!

Eu sempre gostei de escrever. Criei o Veleiro há 5 anos atrás, muito antes de Ana Luiza aparecer na minha vida, para poder refletir sobre o que me incomodava. Mas essa semana tive alguns problemas com frases colocadas por mim nas redes sociais e parei pra pensar nos limites que devo dar à internet. Porque rede social não é confessionário, nem todo mundo entende o que você quer dizer, e aqueles que nao entendem podem se sentir muito incomodados com isso. Essa história de ser "amigo" de alguém no Facebook, por exemplo, é balela. Ok, isso é óbvio, mas parece que só agora caiu a minha ficha...

Enfim, o que não me mata, ajuda a me tornar mais forte. Também se quiser deixar de ter proximidade comigo na vida real por causa de mal tecladas linhas na net, paciência. Tenho coisas mais importantes para pensar.

Fechei os detalhes da festa de Lulu. Fiquei apaixonada por um salão de festas na frente da casa da minha mãe e nem pestanejei (quer dizer, pestanejei por uns dois segundos pensando no dinheiro que iria gastar, mas concordei logo em seguida...)! Eles fazem tudo, da decoração ao buffet, de modo que eu só vou precisar estar lá na hora combinada. Além de que a localização é muito cômoda! Meu único problema é que eles só tinham horário pela manhã, então a festa será no próprio dia do aniversário dela (3 de março), às 10h. Com o sol que faz nessa cidade, sei não se vai dar certo, mas vamos lá!

É dinheiro demais para 3 horas de festa, mas vejam se uma cabritinha que faz isso não merece! ;)


Amoooo! S2 S2 S2

domingo, 1 de janeiro de 2012

2012 E A FESTA DE 2 ANOS

Olá! Feliz 2012 para você que acompanha esse blog! Que bom que nasceu um novo ano, com novas oportunidades para fazer a vida valer a pena! E tenho tantos planos para este ano que nem sei! =)

Daqui a 2 meses é o aniversário de 2 anos de Ana Luiza, e, ao contrário do ano passado, estou bem animada em preparar uma coisinha legal para aquela cabrita birrenta. A parte mais difícil é conciliar idéias e orçamento... Não quero nada de outro mundo nem pretendo transformar o aniversário da minha filha no evento do século, portanto continuo achando um absurdo o que cobram para fazer uma festa infantil hoje. Mas faço questão que Lulu tenha uma festinha, porque ela cresceu e está aproveitando mais, gosta de dançar, se divertir, então acho que valerá a pena.

Na verdade ainda nem decidi o tema. Tinha pensado na Galinha Pintadinha (batido, eu sei, mas ela gosta tanto desses DVDs...), mas venho achando que a Minnie também é uma boa opção (ela adora essa ratinha!). A segunda coisa é decidir o local. No ano passado fiz a festa no salão do prédio da minha irmã, mas desta vez queria um lugar em que eu não fosse obrigada a limpar tudo depois do povo ter ido embora... Essa parte é muito chata! Mas aí é que pesa a questão do dinheiro, porque aluguel de salão de festa é uma fortuna, e tem muito "pra-quê-isso" incluso que eu sinceramente nem acho necessário... Tipo, pra que aquele horror de brinquedos? É uma festa ou um parque de diversões? No final Ana Luiza é tão pequena que nem pode ir em todos, e quero fazer a festa para minha filha se divertir, não apenas os convidados (né?)!

Dessa vez tô até disposta a ir ao centro da cidade comprar os detalhezinhos pessoalmente. Quero decidir as lembrancinhas, os enfeites de mesa... Só não faço os comes e bebes porque não nasci para a cozinha, mas o resto vou tentar organizar! Acho que é o tempo livre e a cabeça leve que estão me fazendo pensar nesse aniversário sem tanta pressão quanto o anterior. O 1º aniversário parece ser mais conturbado, porque é quase uma imposição da sociedade, ficam família e amigos "cobrando" a festa... Os demais a gente faz se quiser, então dá pra planejar sem tanto estresse. Também tem o fato de que no ano passado eu trabalhava feito uma louca fazendo o que eu não gostava, nem tinha tempo pra pensar em cor de toalha de mesa e quantidade de doces a ser colocada nas sacolinhas... Mas como em 2012 meu lema é tentar fazer o máximo de coisas que tiver vontade, saí desse emprego e estou feliz. Sorte de Lulu!

Então, meu povo, aceito sugestões! E estou também aceitando dicas de como controlar um dragãozinho de 1 ano e 10 meses cheio de birra e malcriações! Estou quase enlouquecendo! Mas esse é assunto de outro post...

Até mais!

Tomando coquetel de frutas sem álcool com o pai =D