domingo, 17 de abril de 2011

EM QUE MUNDO VIVERÃO OS NOSSOS FILHOS?

Neste fim de semana clonaram o cartão de crédito do meu marido e fizeram uma compra de 3 mil reais com ele. É isso mesmo que vocês estão lendo. Nossa sorte foi que eu pago um serviço que me informa via SMS cada compra efetuada com o cartão, então fui avisada imediatamente. Como eu estava trabalhando e Amilson estava em casa tomando conta de Lulu - ou seja, não poderíamos estar em outra cidade comprando - percebi que se tratava de fraude.

Liguei para a administradora do cartão, prestamos queixa na delegacia e ele ainda foi até a loja tentar esclarecer os fatos. Ao que parece trata-se de uma quadrilha, pois outros clientes já estavam lá reclamando da mesma coisa. A administradora abriu um protocolo para apurar a história, mas temos todas as provas do golpe, inclusive o comprovante de pagamento que fica na loja, com nome e assinatura falsos; assim, não vou pagar o prejuízo, nem que eu tenha que entrar na justiça! Mas só o aborrecimento já irrita. Principalmente porque a última vez que usamos o cartão foi num posto de gasolina grande, de bandeira conhecida, que fica numa das principais avenidas da cidade, e certamente foi lá que o frentista agiu de má fé e clonou nosso cartão. Digo o frentista porque ele demorou muito a devolver o cartão depois da compra, voltou com um sorriso amarelo e desculpas esfarrapadas. Mas só depois que soubemos do ocorrido é que as peças do quebra-cabeça se juntaram...

Vocês, que moram em cidades menores que a minha, joguem suas mãos para o céu. Digo isso porque o Veleiro virou blog de mãe, e essa falta de segurança a que somos diariamente submetidas nos leva a perguntar: é nesse mundo que eu vou criar meus filhos? Não quero encerrar minha prole em Lulu, quero ter pelo menos mais dois (sim, senhora!), e me preocupa ver que a violência das grandes capitais - Recife incluída - caminha a passos largos. Moro numa cidade em que não se pára em sinal vermelho depois das 22h por medo dos ladrões, onde se tira relógio, pulseira, colar para andar no meio da rua porque a qualquer momento alguém pode vir e roubá-los, um lugar em que não se pode nem parar para pedir informações porque corre-se o risco de ser assaltada e levar um tiro (não é mentira, aconteceu aqui semana passada com uma moça de 26 anos!). Recife cresce aceleradamente, hoje é o 2º pólo médico do país, só perdendo para São Paulo, tem diversas oportunidades de emprego e ainda pega carona no desenvolvimento do Pólo de Suape: só que o progresso tem seu preço, e estou percebendo que é muito alto. Como é que eu vou jogar a inocência da minha filhinha no meio dessa confusão?

Ai meu Deus, ser mãe é mesmo preocupação pra toda vida...

3 comentários:

Mônica Dias Teles disse...

Nooooossa... é por essas e outras que eu não gosto de trabalhar com cartão de crédito!
Espero que se resolva sem justiça, pq aí sim vc vai ver o que é dor de cabeça...
Bom ter notícias de vcs novamente.

Bjssss

Vivian disse...

Verdade Má, penso nisso todos os dias... Sou muito neurórica, morro de medo! Minha cidade, que é no interior, já não é mais a mesma. A coisa tá feia! Que Deus npos proteja...
Bjos

Cristiane Mota disse...

Penso tanto nisso, em que mundo estou criando meu filho? Mas temos que acreditar que os bons ainda sao a maioria!! Beijos!