sábado, 22 de dezembro de 2012

POR QUE ÀS VEZES É MELHOR TER BABÁ...

Eu sou uma privilegiada mãe-que-trabalha-fora-e-não-tem-babá. Graças à ajuda da creche, da avó e da tia coruja, Ana Luiza não precisou ainda de cuidados de terceiros de procedência duvidosa. Uma super vantagem neste mundo de hoje! Mas, obviamente, também tem os seus revés...
 
Eu e o pai de Ana Luiza entramos num "acordo de cavalheiros" sobre os cuidados com ela, enquanto nossa situação conjugal não estiver plenamente definida. Assim, ele fica com ela todos os domingos, e quando eu tenho alguma programação especial neste dia a gente combina um outro. Tem dado certo para ambos. Mas, embora o assunto esteja caminhando bem entre os pais, a situação delicada acontece com os outros "cuidadores". Porque - tenho que admitir - minha filha é um poço de charme e beleza, de modo que todo mundo quer passar o domingo com ela. Nesse ponto começa a confusão.
 
Já deu para perceber que minha mãe não é exatamente uma mulher desprendida, capaz de deixar as filhas tomarem suas próprias decisões na vida. E por ela o ramo paterno da árvore genealógica de Ana Luiza poderia ser jogado no fogo: ela já tem uma mãe, uma avó, duas tias, dois tios, pra quê mais? Não há argumento sensato que mude esta opinião. Por isso, toda semana que eu digo "O pai de Ana Luiza vem buscá-la no domingo pela manhã", a ladainha recomeça: minha mãe já havia feito inúmeras programações para a neta no domingo e acha um absurdo que não possa concretizá-las.
 
A facilidade da babá é que você diz "Quem decide sou eu" e a conversa está encerrada. Vai tentar fazer isso com a minha mãe! A conversa nunca se encerra! Eu preciso trabalhar e não tenho outra opção, deixo Ana Luiza na casa de mamãe para o pai pegá-la por volta das 9h. Mas é por volta de! Convivi 14 anos com esse homem e certamente não casei com ele por causa de sua pontualidade britânica. Tem necessidade de toda semana eu escutar queixa de mamãe pelo fato dele se atrasar na hora de buscar a menina?
 
Contar com a ajuda da avó é uma enorme vantagem, mas o grande problema é que avós muitas vezes não sabem separar "ajudar" de "tomar conta". Atendo crianças em consultórios e sei do que estou falando. Pergunto coisas sobre o menino e a avó toma a frente da situação, sempre com a história de que "a mãe trabalha e/ou estuda, quem cuida dele sou eu". A pobre mulher precisa trabalhar e/ou estudar, fica afastada do filho durante boa parte do dia, e ainda não tem o direito nem de participar ativamente da consulta pediátrica! Não é fácil não!
 
Isso é só um desabafo. Sei que a palavra final é da mãe e do pai e a avó pode espernear até cansar. Mas que é chato ouvir ladainha semanalmente, isso é...
 
Bom, mas é Natal. Vamos manter os ânimos tranquilos... :)
 
 

Um comentário:

Ju Dalzoto disse...

Pois é, minha amiga, é mesmo um privilégio ter uma avó como sua mãe, ela é super dedicada e um amor de pessoa! Mas certamente ouvir toda uma ladainha é o caos, até porque vcs pensam diferente, vc respeita ela, precisa dela mas gostaria que ela entendesse vc e o fato de que é importante para a Lulu, mesmo ela gostando ou não né?!

Sei que foi só um desabafo, por isso eu deixo aqui o meu ombro amigo para sempre que vc precisar desabafar viu?!

Beijo beijo
Ju