terça-feira, 17 de janeiro de 2012

ASSIM VOCÊ MATA O PAPAI!

Eu sempre gostei de escrever. Criei o Veleiro há 5 anos atrás, muito antes de Ana Luiza aparecer na minha vida, para poder refletir sobre o que me incomodava. Mas essa semana tive alguns problemas com frases colocadas por mim nas redes sociais e parei pra pensar nos limites que devo dar à internet. Porque rede social não é confessionário, nem todo mundo entende o que você quer dizer, e aqueles que nao entendem podem se sentir muito incomodados com isso. Essa história de ser "amigo" de alguém no Facebook, por exemplo, é balela. Ok, isso é óbvio, mas parece que só agora caiu a minha ficha...

Enfim, o que não me mata, ajuda a me tornar mais forte. Também se quiser deixar de ter proximidade comigo na vida real por causa de mal tecladas linhas na net, paciência. Tenho coisas mais importantes para pensar.

Fechei os detalhes da festa de Lulu. Fiquei apaixonada por um salão de festas na frente da casa da minha mãe e nem pestanejei (quer dizer, pestanejei por uns dois segundos pensando no dinheiro que iria gastar, mas concordei logo em seguida...)! Eles fazem tudo, da decoração ao buffet, de modo que eu só vou precisar estar lá na hora combinada. Além de que a localização é muito cômoda! Meu único problema é que eles só tinham horário pela manhã, então a festa será no próprio dia do aniversário dela (3 de março), às 10h. Com o sol que faz nessa cidade, sei não se vai dar certo, mas vamos lá!

É dinheiro demais para 3 horas de festa, mas vejam se uma cabritinha que faz isso não merece! ;)


Amoooo! S2 S2 S2

domingo, 1 de janeiro de 2012

2012 E A FESTA DE 2 ANOS

Olá! Feliz 2012 para você que acompanha esse blog! Que bom que nasceu um novo ano, com novas oportunidades para fazer a vida valer a pena! E tenho tantos planos para este ano que nem sei! =)

Daqui a 2 meses é o aniversário de 2 anos de Ana Luiza, e, ao contrário do ano passado, estou bem animada em preparar uma coisinha legal para aquela cabrita birrenta. A parte mais difícil é conciliar idéias e orçamento... Não quero nada de outro mundo nem pretendo transformar o aniversário da minha filha no evento do século, portanto continuo achando um absurdo o que cobram para fazer uma festa infantil hoje. Mas faço questão que Lulu tenha uma festinha, porque ela cresceu e está aproveitando mais, gosta de dançar, se divertir, então acho que valerá a pena.

Na verdade ainda nem decidi o tema. Tinha pensado na Galinha Pintadinha (batido, eu sei, mas ela gosta tanto desses DVDs...), mas venho achando que a Minnie também é uma boa opção (ela adora essa ratinha!). A segunda coisa é decidir o local. No ano passado fiz a festa no salão do prédio da minha irmã, mas desta vez queria um lugar em que eu não fosse obrigada a limpar tudo depois do povo ter ido embora... Essa parte é muito chata! Mas aí é que pesa a questão do dinheiro, porque aluguel de salão de festa é uma fortuna, e tem muito "pra-quê-isso" incluso que eu sinceramente nem acho necessário... Tipo, pra que aquele horror de brinquedos? É uma festa ou um parque de diversões? No final Ana Luiza é tão pequena que nem pode ir em todos, e quero fazer a festa para minha filha se divertir, não apenas os convidados (né?)!

Dessa vez tô até disposta a ir ao centro da cidade comprar os detalhezinhos pessoalmente. Quero decidir as lembrancinhas, os enfeites de mesa... Só não faço os comes e bebes porque não nasci para a cozinha, mas o resto vou tentar organizar! Acho que é o tempo livre e a cabeça leve que estão me fazendo pensar nesse aniversário sem tanta pressão quanto o anterior. O 1º aniversário parece ser mais conturbado, porque é quase uma imposição da sociedade, ficam família e amigos "cobrando" a festa... Os demais a gente faz se quiser, então dá pra planejar sem tanto estresse. Também tem o fato de que no ano passado eu trabalhava feito uma louca fazendo o que eu não gostava, nem tinha tempo pra pensar em cor de toalha de mesa e quantidade de doces a ser colocada nas sacolinhas... Mas como em 2012 meu lema é tentar fazer o máximo de coisas que tiver vontade, saí desse emprego e estou feliz. Sorte de Lulu!

Então, meu povo, aceito sugestões! E estou também aceitando dicas de como controlar um dragãozinho de 1 ano e 10 meses cheio de birra e malcriações! Estou quase enlouquecendo! Mas esse é assunto de outro post...

Até mais!

Tomando coquetel de frutas sem álcool com o pai =D

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

ADEUS, ANO VELHO!

Dezembro chegou, e enfim eu posso dizer que 2011 foi embora. Nem vou comentar muito sobre esse fatídico ano e suas malogradas "surpresas": em resumo, nada do que eu desejei aconteceu, e tudo o que eu não queria acabou se tornando realidade. Mas neste fim de ano faço minhas as palavras do poeta Carlos Drummond de Andrade:

"Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias,

a que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial.

Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.

Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.

Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente"

A bem da verdade, se eu disser que estou animadíssima com a chegada de 2012 estarei mentindo. Tudo ainda está muito difícil, fazer planos permanece uma coisa meio sem sentido pra mim. Existem pessoas que levantam, sacodem a poeira e dão a volta por cima, e existem outras que ficam remoendo as frustrações e infelicidades até não aguentarem mais. Tenho que admitir que estou no segundo grupo, e como isso vem desde a adolescência acho pouco provável que consiga mudar agora, já beirando os 30. Mas venho me esforçando, acreditem, só Deus sabe o quanto...

Então, pra entrar no clima de final de ano, resolvi elaborar a tradicional lista de pedidos. E cheguei à conclusão que tenho só uma coisa a pedir: PAZ. Porque em 2011 eu não tive paz em nenhum dos 12 meses. Trabalhei mais do que queria, fiquei longe de casa e da minha filha mais do que devia, estudei pouco, me diverti menos ainda, perdi o chão que me sustentava - vulgo Amilson - e fiquei sem saber o que fazer da vida, sem contar o aperreio para pagar as contas. Neste último mês cansei dessa correria besta e pedi demissão de um dos meus empregos: tô trabalhando 36h por semana agora, folgando 5 dias, levando e buscando Ana Luiza na escola, cuidando da minha casa, estudando enquanto ela tira a soneca da tarde... Ganhando bem menos, é verdade, fazendo milagre pra fechar o mês sem dívidas, mas tendo qualidade de vida, e é isso que importa.

Em 2012 eu quero TEMPO para fazer o que eu gosto, mesmo que isso signifique ganhar menos do que é possível pra mim. Quero ir à praia durante a semana, no horário em que muitos estão trancafiados num escritório resolvendo broncas. Quero voltar à academia e praticar exercícios, tomar café da manhã sem pressa, passar menos tempo na rua, levando sol na cabeça... Enfim, quero terminar 2012 com a sensação de que descansei e estou feliz, pra decidir se tento a Residência Médica em 2013 ou não.

A melhor coisa de 2011 foi que Ana Luiza cresceu, ficou esperta e continua linda e saudável. Esse já é um motivo pra agradecer pelo ano que acabou.

Bom dezembro pra todo mundo!









domingo, 20 de novembro de 2011

1 ano e 8 meses


Últimas fotos da minha cabritinha, que cresce a cada dia. Impressionante como nessa idade um mês faz toda a diferença, não é? São palavras novas, comportamentos novos, a personalidade que se define. Ana Luiza já virou Capitã desse Veleiro mesmo. Só me resta deixar que ela comande o barco... =)


Bancando a maloqueira, com uma touca de meia na cabeça


Estudando (sei...)


Imitando a macaquinha (ela adora fazer isso)


E dormindo (tão comportada...)


quarta-feira, 26 de outubro de 2011

ESSE BLOG NÃO MORREU!!!

Olá!

Sim, este blog ainda existe. Aliás, eu e Lulu ainda existimos também, obrigada. É que nos últimos 30 dias muitas coisas aconteceram, algumas boas, outras nem tanto, de modo que ficou difícil parar e vir aqui. Mas enfim, vamos limpar a poeira do Veleiro...

Eu e Lulu estamos morando num novo local agora. Meu apartamento foi entregue e eu finalmente terminei de fazer os ajustes necessários para me mudar, então cá estamos, na nossa casa própria, num bairro diferente do que nós duas morávamos desde o nosso nascimento (isso mesmo, morei no mesmo bairro por 29 anos...). Passei um tempo estranhando a nova vizinhança, as rotinas e principalmente a distância da casa de mamãe (porque entre outras coisas preciso da ajuda dela com Ana Luiza), porém os dias passam e as coisas vão se ajeitando... A vantagem da distância é que precisei tomar coragem e enfrentar o trânsito, de modo que fiz progressos notáveis e estou praticamente curada do meu medo de dirigir! \o/

Quem resolveu dar o ar da graça por aqui foi a crise financeira, minha velha conhecida dos tempos de estudante, que não tinha mais aparecido desde a formatura... Apartamento novo, gastos infinitos, divórcio, despesas com um carro roubado 22 dias depois da compra, enfim: tô no vermelho. Mas isso também passa, tenho experiência nesse assunto. Ainda bem que o 13º vem aí... =)

Lulu virou um papagaio, repete tudo que a gente fala, já consegue se expressar de maneira quase inteligível e nem parece mais um bebê... Tô adorando essa fase, recheada de beijinhos no rosto, abraços espontâneos, sorrisos cheios de dentes... Tem muita birra também, muito choro sem motivo, malcriação, é verdade. Parece que faz parte do desenvolvimento da criança, tô tentando não me estressar com isso. Já tenho tanto com o que me preocupar...

Tenho fotos lindas de Lulu, mas ainda não instalei a internet banda larga aqui, e baixar qualquer coisa pelo 3G é loucura... Fico devendo, mas espero que não demore tanto pra passar por auqi outra vez!

Beijo a todos!

sábado, 24 de setembro de 2011

AMO, AMO, AMO!



"Ainda bem que você vive comigo
Porque senão, como seria essa vida?
Sei lá!..."

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

PODANDO O JARDIM...

ATENÇÃO: se você veio aqui em busca de novidades sobre a princesa Lulu, nem continue a leitura. Este definitivamente não é um post materno. De vez em quando o Veleiro sente necessidade de voltar às origens e navegar por mares íntimos, pessoais, intransferíveis. Se quiser uma carona, seja bem-vindo e aproveite a viagem.

O que eu aprendi nestes últimos 3 meses? Que muitas vezes a gente tem que levar uma rasteira da vida para entender que estava escolhendo o caminho mais difícil. Que quando tudo dá errado podem acontecer coisas maravilhosas que jamais aconteceriam se tudo tivesse dado certo. Nestes últimos 3 meses eu tenho aprendido a gostar de mim.

Casei com meu primeiro namorado, depois de 10 anos juntos, e tenho certeza de que não o fiz só por empolgação. Era amor, daqueles de arrancar pedaço se acabasse. Amei tanto essa pessoa ao ponto de sair do conforto da casa dos meus pais para morar num lugar bem ruinzinho, fazer serviços domésticos até altas horas da madrugada, tendo que assistir aula no dia seguinte (ah, se esse Veleiro falasse...). Mas não me arrependo, porque era amor. Ter minha casa e acordar ao lado do meu marido já me completava.

Amilson, por outro lado, sempre pareceu estar incomodado com a rotina do casamento. Lembro de ter implorado - sim, implorado - algumas vezes para ele me levar a algum lugar. Meu marido sempre quis resolver tudo sozinho: era a vida dele, o dinheiro dele, os sonhos dele. Eu ficava ali, me esforçando pra encaixar um "nós" naquela individualidade toda. 3 meses de casamento e ele mal falava comigo à noite, só queria saber dos jogos no computador. 8 meses e, no auge de uma discussão, ele gritou que eu era muito chata e que era muito difícil conviver comigo. Eu peguei minhas coisas e fui pra casa de mamãe. Amilson em nenhum momento ligou ou pediu pra eu voltar: eu voltei mesmo assim.

Um casamento é feito de escolhas diárias, mas eu escolhi o caminho mais complicado: o de amar por dois. Meu amor era tão grande, tão imenso, que eu achei que seria suficiente. E amei tanto que veio Ana Luiza, porque, mesmo sem planejar, no fundo da alma eu tinha a impressão de que um filho poderia fazer Amilson se interessar mais pela família, e por mim. Mas Amilson viveu aquele momento como se não fosse com ele. Todas as dificuldades que eu obviamente passava com a gravidez, e ele só dizia que havia se decepcionado comigo porque eu não tinha "instinto" para ser mãe. Porque eu não suspirava com sapatinhos de bebê nem ficava alisando a barriga 24h por dia... Lulu nasceu e eu não consegui amamentar: ele passou a repetir que a culpa tinha sido da minha falta de paciência. E foi se afastando a cada dia. Não chegava perto de mim: dizia que não tinha vontade. Ficava irritado por bobagens, passava o domingo inteiro fora de casa - supostamente estudando - mesmo se esse fosse o único dia da semana em que eu não trabalhava e nossa família poderia fica reunida. Até que um dia eu cansei disso e perguntei se ele queria ir embora. Amilson só faltou dizer "Opa, só se for agora!": no dia seguinte ele já não estava mais em casa.

Amilson deu a entender, nas entrelinhas do que falou durante esses 14 anos juntos, que eu era uma pessoa muito difícil de conviver. Chata, mal humorada, resmungona, sempre insatisfeita com tudo. Quem me conhece desde a adolescência sabe que, de fato, nunca fui um poço de simpatia. Mas o que eu consigo enxergar hoje, nos meus dois ambientes de trabalho, no salão de beleza que frequento, até mesmo aqui na blogosfera, é que eu não sou alguém tão azeda assim. Tenho convivido com pessoas que me consideram sua amiga, apesar dos meus defeitos (quem não os tem?). Tenho aprendido muito com Ana Luiza e me tornado uma mãe bem melhor a cada dia (minha filha linda, saudável e feliz está aí para comprovar isso). Apesar da saudade dos bons tempos (porque não foram 14 anos só de mágoas), estou podendo aproveitar a tranquilidade de chegar em casa e não precisar suportar a indiferença de alguém que só entrava no quarto depois que eu dormisse, para evitar o óbvio. Estou cuidando de mim, afinal.

Então, volta não, Amilson, porque eu não preciso ser magoada como já fui durante esse tempo todo. Porque tem uma chama bem fraquinha começando a se acender dentro de mim, e eu não quero que você apague. Continue vivendo sua vida de homem solteiro, saindo à noite, conhecendo gente nova, fazendo o que te deixa feliz, e permita que eu aproveite esse momento de "podar meu jardim", com a tranquilidade de uma tarde de setembro. Pode ter certeza de que assim será melhor.

Se quiseres voltar
Volta não
Porque me quebraste em mil pedaços...